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domingo, 29 de julho de 2012

Por que os gatos sobrevivem a quedas de grandes alturas?

Segundo biólogos e veterinários, a habilidade dos gatos de sobreviver a estas grandes quedas é uma questão simples de física, biologia da evolução e fisiologia.
Em um estudo realizado em 1987, que analisou casos de 132 gatos que caíram de grandes alturas e foram levados para uma clínica veterinária especializada em emergências em Nova York, os cientistas observaram que 90% dos animais sobreviveram e apenas 37% precisaram de atendimento de emergência para continuar vivos.
Um dos gatos, que caiu de uma altura de 32 andares diretamente no concreto, teve apenas um dente quebrado e um problema no pulmão. Ele foi liberado 48 horas depois.

Feitos para a sobrevivência

Cientistas afirmam que os corpos dos gatos foram construídos para resistir a quedas, desde o momento em que estão em pleno ar até o instante em que atingem o chão.
Eles possuem uma área de superfície do corpo grande em relação ao peso, o que reduz a força com que chegam ao chão em uma queda.
A velocidade máxima alcançada por um gato em queda é menor comparada a humanos e cavalos, por exemplo.
Um gato de tamanho médio com seus membros estendidos alcança uma velocidade máxima (ou velocidade terminal) de cerca de 97 quilômetros por hora, enquanto que um homem de tamanho médio chega à velocidade máxima por volta dos 193 quilômetros por hora, segundo estudo de 1987 dos veterinários Wayne Whitney e Cheryl Mehlhaff.

Árvores

Gatos são animais que vivem, essencialmente, em árvores. Quando não vivem em casas ou nas ruas de uma cidade, eles tendem a viver em árvores.
Biólogos afirmam que, sendo assim, cedo ou tarde eles acabam caindo. Gatos, macacos, répteis e outras criaturas vão saltar para capturar presas e vão errar, ou um galho da árvore vai se quebrar, ou o vento vai derrubá-los. Então, os processos evolutivos deram a eles a capacidade de sobreviver a quedas.
"Ser capaz de sobreviver a quedas é algo muito importante para animais que vivem em árvores e gatos estão entre estes animais", disse Jake Socha.
"O gato doméstico ainda mantém as adaptações que permitiram que eles fossem bons vivendo em árvores."
Segundo os biólogos, por meio de seleção natural, os gatos desenvolveram o instinto para sentir qual lado é o lado para baixo, algo análogo ao mecanismo que humanos usam para o equilíbrio.
Então, se eles tiverem tempo o bastante, conseguem torcer o corpo como um ginasta e posicionar os pés embaixo do corpo e, com isso, cair de pé.
"Todos que vivem em árvores têm o que chamamos de reflexo aéreo para endireitar", disse Robert Dudley, biólogo no laboratório de voo animal da Universidade da Califórnia Berkeley.

Pernas e paraquedas

Gatos também conseguem estender as pernas para criar um efeito de paraquedas, segundo Andrew Biewener, professor de biologia de organismos e evolucionária na Universidade de Harvard. No entanto, ainda não se sabe exatamente como isso desacelera a queda.
Sugar sobreviveu a uma queda de 19 andares
"Eles estendem as pernas, o que vai expandir a área de superfície do corpo", disse.
E, quando eles chegam ao chão, as pernas fortes dos gatos, feitas para escalar árvores, absorvem o impacto.
"Gatos têm pernas longas e bons músculos. São capazes de saltar bem, os mesmos músculos direcionam a energia para a desaceleração ao invés de quebrar ossos", explicou Jim Usherwood, do laboratório de movimento e estrutura do Royal Veterinary College.

Ângulos e gatos urbanos

As pernas de um gato estão posicionadas em um ângulo diferente das pernas de homens ou cavalos por exemplo.
De acordo com Jake Socha, este ângulo diferente faz com que as forças "não sejam transmitidas diretamente" em uma queda.
"Se o gato caísse com as pernas diretamente embaixo dele, em uma coluna, e (as pernas) o segurassem firmemente, aqueles osso se quebrariam. Mas elas (as pernas) vão para o lado e as juntas se dobram, e agora você está pegando aquela energia e colocando nas juntas, com menos força indo para os ossos", disse.
Steve Dale, consultor especialista em comportamento de gatos para a Winn Feline Foundation, afirmou que gatos domésticos em áreas urbanas tendem a estar acima do peso e fora de forma e, por isso, suas habilidades para conseguir se virar durante uma queda e cair em cima das patas é menor.

ATENÇÃO SEMPRE:
"A lição que se aprende é, por favor, coloquem telas nas janelas"

Notícias:  BBC
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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Como evitar que os gatos destruam os móveis.



 Os gatos são, realmente, animais fascinantes! Asseados, muito inteligentes e mais independentes que os cães, os bichanos acabam se tornando a preferência de muitas pessoas. No entanto, quando começam a destruir móveis, tapetes e objetos da casa, a situação pode ficar um pouco complicada... Os arranhões na mobília são uma das principais queixas dos donos de felinos.
Mas, antes de saber como lidar com esse problema, é preciso entender o porque de ele acontecer.

Lixando e marcando...

Na natureza, os gatos arranham locais por dois motivos principais: para afiar suas unhas e como forma de marcar o local, deixando seu cheiro para que outros gatos percebam sua presença. Ou seja, os arranhões também são uma forma de comunicação que o felino herdou de seus ancestrais e, em casa, essa necessidade permanece. O gato, então, busca o local mais atraente, com boa altura, para que ele possa arranhar em várias posições e com um material atrativo, como madeira ou superfícies como carpetes e sofás.

O que fazer?

Primeiramente, é preciso entender que arranhar faz parte da natureza do bichano, e ele não deve ser privado de seguir seus instintos. Por isso, o ideal é redirecionar este comportamento...
Uma maneira muito eficaz de fazer isso é fornecer ao gato um arranhador próprio para ele – existem diversos modelos no mercado pet, com altura e materiais diversos. É aconselhável colocar o arranhador bem próximo do objeto que o gato estava arranhando antes, para que ele fique interessado em interagir com o "novo objeto". Para incentivar o uso do arranhador o dono também pode passar substâncias atrativas no objeto, como o cat nip – encontrado em pet shops – que incentiva o felino a usá-lo.
Alguns gatos também adoram destruir caixas de papelão, que podem ser uma boa opção para enriquecer o ambiente dos felinos.
Entretanto, além de oferecer outras alternativas para o bichano arranhar, é importante diminuir a atração que o felino tem pelo móvel que costumava arranhar, deixando o local desconfortável para ser arranhado.
Cobrir o objeto com um plástico ou usar uma fita dupla-face pode ajudar bastante a evitar que o gato se interesse em arranhar ali novamente.

Sem broncas

E, quando falamos em gatos, é preciso ter sempre muito cuidado ao dar broncas, já que os bichanos tendem a ser bem mais sensíveis do que os cães, e podem ser bem insistentes no comportamento errado, ou até ficarem agressivos e arredios. Além disso, a bronca pode reforçar o comportamento se o gato entender que toda vez que ele arranhar alguém aparece para falar com ele.

Manicure

Muitos bichanos aumentam o comportamento de arranhar quando suas unhas estão compridas. Dessa forma, manter as unhas do felino sempre aparadas também pode ajudar. Mas, lembre-se que alguns gatos não gostam de cortar as unhas, e o corte errado das garras pode ferir o animal. Para este procedimento, conte com o auxílio de um profissional!
Importante: em casas com mais de um gato, há uma tendência natural que eles arranhem mais. Por isso, nesses casos, utilize vários arranhadores em locais diferentes da casa para dar opções para todos os bichanos poderem arranhar à vontade, nos lugares adequados para esse comportamento.
Artigo do Dr. Alexandre Rossi
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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Os Gatos e o Alzheimer

O estudo identificou uma proteína importante que pode causar deterioração mental semelhante à observada em humanos.
A pesquisa foi realizada por cientistas das Universidades de Edimburgo, na Escócia, e St. Andrew, Bristol e da Califórnia, nos Estados Unidos.
Os resultados foram publicados na Revista de Medicina Felina.

Proteína

Cientistas já sabiam que gatos eram suscetíveis à demência, pois pesquisas anteriores haviam identificado placas grossas e ásperas recobrindo as células cerebrais de animais idosos, à semelhança do que tipicamente acontece com seres humanos.
"Há algum tempo sabíamos que gatos desenvolvem demência, mas esta pesquisa nos mostra que o sistema neural de um gato pode se deteriorar de forma semelhante à observada em humanos que sofrem de Alzheimer", disse Danielle Gun-Moore, pesquisadora da Universidade de Edimburgo.
"As placas ásperas sugeriam que este era o caso – agora temos certeza."
"Esta recém-descoberta proteína é crucial para nosso entendimento do processo de envelhecimento dos gatos", acrescentou.
Os pesquisadores disseram que o fato de felinos terem expectativa de vida menor que humanos vai permiti-los descobrir como o mal se desenvolve.
Especialistas afirmam que uma dieta saudável, estímulos mentais e companheirismo podem reduzir o risco de demência, tanto em humanos quanto em gatos.

Fonte: BBC
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sábado, 23 de outubro de 2010

CatNews: Especialistas afirmam que uso de chips RFID pode causar câncer em animais


Colocar rastreadores por rádio em animais de estimação – principalmente cachorros e gatos – tem se tornado mais comum em determinadas classes sociais, porém, especialistas agora afirmam que este tipo de dispositivo pode causar câncer nos pets.

Nos Estados Unidos, muitos veterinários aconselham a utilização de microchips de identificação dos animais por radiofrequência (RFID, em inglês) e a maioria dos abrigos os exige. Entretanto, a segurança deste dispositivo é muito questionada, tanto que a dona de um gato abriu um processo contra a Merck & Co., fabricante do chip HomeAgain, alegando que o câncer de seu bichinho foi consequência direta do implante do chip RFID.

A veterinária Katherine Albrecht, especialista em efeitos colaterais da implantação de RFIDs, acredita que este caso seja apenas a “ponta do iceberg”, já que tem visto inúmeros casos de animais com câncer induzido por microchips. Além disso, ela afirma que a Merck e outras grandes empresas devem considerar seriamente este processo e passar a advertir seus consumidores sobre o risco da utilização destes dispositivos, conforme conta o site Natural News.

O site ainda lembra que, de acordo com a FDA (órgão regulador de alimentos e medicações nos EUA), as reações adversas provenientes deste tipo de implante incluem “reações adversas em tecidos”. Já a British Small Animal Veterinary Association, afirma que as reações incluem infecção, abscessos e tumores.

Albrecht publicou recentemente um artigo com uma revisão bibliográfica sobre o uso de RFIDs em animais. O artigo pode ser visualizado em PDF, pela URL tiny.cc/epk51. O site chipmenot.org conta mais sobre o assunto, alertando os donos para o perigo da utilização desses microchips.

Agora resta aos milhões de donos de cães e gatos pelo mundo reconsiderarem o que é realmente interessante e para o bem de seus bichos. Assim como acredita David Gomez, escrevendo para o site TG Daily, se algo não é bom para os animais, não é bom para os humanos.

Por: Nataly Dauer
Publicado no Geek
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alta Salivação em Felinos


O gato com salivação intensa ou sialorreia deve ser avaliado baseando-se na distinção de dois grandes grupos de enfermidades: as afecções orais, que acometem a boca, dentes, língua e anexos, e as afecções não-orais, que são doenças que acometem outros sistemas orgânicos, com reflexo na produção exagerada de saliva. Portanto, o exame clínico e laboratorial são imprescindíveis nestes casos.

Muitas vezes lesões orais, como úlceras, causadas por viroses ou contato com produtos químicos ou plantas, são as causas mais comuns de sialorreia nos felinos. Problemas dentários, como fraturas, periodontite e reabsorção odontoclástica podem ser incriminadas também, principalmente em gatos mais idosos. Essas enfermidades orais costumam deixar o animal sem apetite, pela dificuldade em apreender e deglutir o alimento, além de que a saliva vêm tingida de sangue e com odor alterado. Corpos estranhos como linhas de costura, gramíneas etc., podem ficar presos na língua ou dentes, ocasionando sintomatologia parecida.

O felino que saliva intensamente, mas sem alterações na cavidade oral, deve ser avaliado para saber se ele tem doenças sistêmicas, muitas vezes mais sérias. Disfunções no fígado e nos rins podem causar náuseas e enjoos, levando o animal a episódios de salivação, principalmente quando tenta se alimentar. A doença renal é uma das causas mais comuns de sialorreia no gato doméstico.

O estresse também é um fator importante. Gatos com medo, ansiedade ou dor podem salivar profusamente. O evento estressante muitas vezes pode ser difícil de ser percebido, mas perseguições por outro animal, disputas territoriais, combates, tudo isso pode deixar o felino em "alerta" e ao menor estímulo visual ou auditivo ele saliva, podendo continuar por muitos dias. Assim, uma abordagem diagnóstica extensa e precisa é fundamental para o tratamento correto, podendo ser uma enfermidade mais simples, de fácil tratamento ou até uma afecção fatal para seu felino.

REGINALDO PEREIRA DE SOUSA FILHO - Médico veterinário do Hospital da Faculdade de Veterinária da Uece (Favet Uece) e pós-graduado em Clínica de Felinos

Publicado por: Diário do Nordeste
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Como lidar com a morte de seu animal de estimação

Conheça a rotina do primeiro ambulatório de cuidados paliativos para animais domésticos do país. Lá, os donos aprendem como oferecer tranquilidade e conforto para o período final da vida de seus bichos.

Edlberto Rodrigues, Denise Fantoni, Teresinha Martins e Daniella Godoi são veterinários do primeiro ambulatório de cuidados paliativos para animais domésticos do Brasil. Eles amenizam o sofrimento de cães e gatos com doenças sem chance de cura. Mais do que isso: ajudam os donos a oferecer qualidade de vida e conforto para seus bichos de estimação quando mais precisam. Em um dos consultórios do Hospital Veterinário da Universidade de São Paulo (USP), a palavra sacrifício é a última a ser ouvida. Lá, a perspectiva da morte é trabalhada, mas deixada em segundo plano. O importante é oferecer um final de vida com menos sofrimento possível para animais portadores de doenças crônico-degenerativas, como o câncer, e dor extrema. Raríssima em animais, a prática dos cuidados paliativos representa uma mudança na visão da medicina veterinária que costumava determinar a eutanásia como o destino natural de um bicho velho ou doente.

Estima-se que existam 33 milhões de cães e 17 milhões de gatos no Brasil. Em grande parte dos lares do país, o animal é visto como alguém da família. O problema é que a expectativa de vida dos bichos, mesmo sendo maior hoje em dia, é curta em relação ao tempo que o dono viverá. Mais cedo ou mais tarde, ele terá que lidar com a perda do animal querido. Pensando como os médicos veterinários poderiam ajudar nesse momento, a professora Denise Fantoni decidiu acompanhar em 2005 a rotina de pacientes terminais do Hospital das Clínicas de São Paulo. A experiência possibilitou ao grupo de estudos chefiado por ela na USP conhecer os caminhos para a melhoria da qualidade de vida de pacientes com esse perfil. Denise percebeu ali que poderia aplicar o conceito de cuidados paliativos no mundo animal.

No ambulatório do Hospital Veterinário da USP, todos os animais têm algum tipo de doença que os levará à morte. O tratamento realizado no local consiste, basicamente, em um trabalho de medicação e orientação. Os veterinários receitam remédios para que o bicho não sofra com as dores da doença, acompanham a evolução do quadro clínico e ensinam aos proprietários medidas simples para melhorar a rotina dos animais, como fazer a vontade deles sempre que possível. “Em geral, um cachorro deve ser alimentado com ração. Mas nesse momento da vida isso deixa de fazer sentido”, diz Denise Fantoni. “Se ele gosta mais de comer carne ou macarrão, orientamos o dono a dar ao bicho o que ele quer.” Outro tipo de medida ensinada no ambulatório refere-se ao lugar em que o animal passará a maior parte do tempo. “É importante nessa escolha levar em conta o aumento da proximidade do cão com as pessoas da casa”, afirma Teresinha Martins, colaboradora do programa e veterinária. “Não é porque ele está com uma doença que deve ficar no quintal sozinho. Trazê-lo para dentro e dar muito carinho são essenciais.”

A equipe ainda recomenda aos proprietários rigor com o horário das medicações. Caso contrário, as dores – e o sofrimento do bicho – podem piorar. Os pacientes são acompanhados de perto pelos veterinários do ambulatório por meio de consultas semanais, quinzenais ou mensais. Dependendo do caso, eles fornecem seus telefones para que possam ser informados pelos donos sobre a evolução da doença.

A base dos cuidados paliativos no Hospital Veterinário da USP está em um questionário elaborado pela professora Denise e por sua ex-doutoranda, a veterinária Karina Yazbek. Ele é composto por doze perguntas feitas ao proprietário do animal a cada consulta (ver quadro abaixo). As questões avaliam a disposição do bicho para comer, brincar, andar e dormir, entre outros aspectos. O seu resultado pode determinar a alteração ou não do tratamento. “É através das respostas que a equipe avalia se as medicações estão surtindo efeito para conter a dor”, diz Daniella Godoi, veterinária e outra colaboradora da equipe. “Se notarmos que não existe mais qualidade de vida para o bicho, a eutanásia se torna a única alternativa para acabar com o seu sofrimento.”

É quando a morte, até então em segundo plano no ambulatório, adquire forma. Vista por alguns como um fracasso, ela é enxergada pelos veterinários como a chave dos cuidados paliativos: “A morte não é um fracasso para o médico. Fracasso é não tratar o bicho com dignidade e respeito quando ele está à beira da morte. Nosso trabalho não é acrescentar dias de vida ao bicho, mas dar qualidade de vida aos poucos dias que ele tem”, afirma Teresinha.

Clique aqui para ver a reportagem na íntegra.

Publicado por: Revista Época
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quinta-feira, 10 de junho de 2010

CLAMIDIOSE FELINA


Olá seguidores,

Tenho recebido muitos comentários, principalmente neste período de outono/inverno, sobre doenças oculares nos felinos, já citada anteriormente aqui e também aqui.

Fui em busca de maiores informações e posto mais este informativo. Espero que possa ajudar um pouco mais em orientações a vocês, lembrando sempre que o melhor mesmo é uma boa visita ao veterinário para uma checagem geral no seu felino querido.

Clamidiose Felina

Chlamydia psittaci foi isolada pela primeira vez em 1942 nos Estados Unidos. Essa foi a primeira patogenia respiratória isolada de um gato.

Chlamydia sp pode ser encontrada em combinação com herpesvirus felino e calicivirus felino. As observações clínicas indicam que a clamidiose é uma doença primariamente conjuntival, podendo evoluir para doença respiratória.

PATOGENIA E SINAIS CLÍNICOS:

A Chlamydia sp se multiplica no citoplasma das células do epitélio conjuntivo, causando a sua ruptura e liberando organismos que irão infectar outras células epiteliais. Os gatos adultos podem apresentar a infecção, porém a doença aparece mais freqüentemente em filhotes e gatos jovens. Os filhotes são mais afetados entre 1 mês e três meses de idade, e podem apresentar episódios recorrentes de conjuntivite. O período de incubação pode chegar a 10 dias. No início apresenta-se somente uma leve descarga ocular serosa e blefaroespasmo, evoluindo para uma descarga ocular purulenta bilateral, corrimento nasal também purulento e espirros ocasionais. A hipertermia pode estar presente durante vários dias no estágio inicial. A conjuntivite pode persistir por 2 meses ou mais. Viroses respiratórias podem agravar o quadro de infecção por Chlamydia sp e concomitantemente agravar a conjuntivite. A infecção por Chlamydia sp já foi relatada em mucosa gástrica e trato genital, mas o significado clínico permanece desconhecido.

EPIDEMIOLOGIA:

A clamidiose é transmitida entre os gatos por contato direto com as descargas nasais e conjuntivais . A Chlamydia sp pode também ser excretada através das fezes e fluidos vaginais.

DIAGNÓSTICO:

O diagnóstico pode ser realizado através de culturas de swab conjuntival, teste de ELISA e pesquisa de anticorpos, além da observação clínica e histórico do animal.

TRATAMENTO:

As tetraciclinas são consideradas as drogas de eleição para o tratamento da clamidiose felina. A doxiciclina, recentemente introduzida no meio veterinário, apresenta a vantagem da aplicação única ao dia. A antibioticoterapia deve persistir por 2 sema- nas após o desaparecimento de todos os sintomas. Se o animal afetado estiver em contato com outros gatos, todos os contactantes deverão receber o mesmo trata- mento.

PREVENÇÃO:

Um manejo adequado deve ser seguido para prevenir a infecção local por Chlamydia sp. Todos os animais novos que serão introduzidos em um ambiente contendo outros gatos deverão passar por um isolamento de pelo menos 6 semanas.

Uma vez que a epidemia se instalou no ambiente, a infecção pode persistir por meses ou anos.

CONTROLE:

1. Tratamento de todos os animais infectados e contactantes.

2. Vacinação - Vacina quádrupla felina.

3. Manejo adequado e boa higiene geral.

Fonte: Redevet
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quarta-feira, 19 de maio de 2010

Câncer de Boca em Felinos

O que causa câncer de boca em gatos e qual o tratamento para obter a cura?

Os tumores da cavidade oral são distúrbios patológicos do crescimento, caracterizado por uma proliferação excessiva e incessante das células. Nos gatos cerca de 3% a 12% de todas as neoplasias felinas se encontram na cavidade oral. A mais frequente é o carcinoma epidermóide, seguido do fibrossarcoma e épulis fibromatoso. Os pacientes normalmente apresentam halitose, aumento de salivação, sangue puro ou misturado com a saliva e, em alguns casos, perda de apetite e diminuição de peso. Dependendo da progressão e do envolvimento ósseo, pode haver perda de dentes. No entanto, é extremamente importante a realização de exames laboratoriais para confirmação da suspeita, sendo necessária a realização do exame histopatológico (biópsia). Somente por meio deste exame será possível a identificação do tipo de tumor.

Após o diagnóstico, o médico veterinário poderá indicar qual o tratamento mais eficaz para o tumor em questão. Algumas modalidades terapêuticas têm sido empregadas no tratamento dos tumores de cavidade oral dos felinos. Indica-se o tratamento cirúrgico para os casos de invasão óssea e que sejam extensos. A radioterapia é indicada quando o câncer é inoperável ou para eliminar possíveis células cancerígenas que ficaram após a cirurgia, embora os resultados não sejam tão satisfatórios.

Outro tratamento empregado para tentar tratar o tumor é a criocirurgia, cujo emprego destina-se a lesões menores que 2 centímetros de diâmetro com mínima invasão óssea. A quimioterapia não é tão efetiva nas tumorações de cavidade bucal. Desta forma, o melhor tratamento ainda é o cirúrgico. Muitas vezes os pacientes não são curados devido a dificuldades encontradas no momento do diagnóstico, tais como localização e extensão da lesão na cavidade bucal, no entanto, o certo é que as chances de sobrevida são maiores quanto mais cedo se detecta o aumento de volume, e mais rápido se intervém cirurgicamente.

Márcio César Vasconcelos da Silva
Médico veterinário e professor da Faculdade de Veterinária da Uece

Publicado por: Globo.com
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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Atenção: Vômitos em Gatos


Todo proprietário de gatos já se deparou com uma surpresa não muito agradável em alguns lugares também não muito comuns: o vômito. Esta é uma queixa bastante comum especialmente na clínica de felinos. Na maioria das vezes há raros episódios, com intervalos de tempo espaçados, que normalmente não tem muito significado clínico quando não está acompanhado de outros sintomas. Porém, se seu bichano vomita pelo menos uma vez por semana, é necessário levá-lo ao veterinário para um check-up e tentar descobrir qual a causa deste sintoma. Observe qual o conteúdo do vômito e se há algum outro sintoma, como a perda do apetite, emagrecimento, diarréia e prostração.

Estamos falando aqui de ocorrências únicas diárias de vômitos, alternados com grande espaço de tempo sem qualquer alteração (quadro crônico), e não quando seu gato começa a vomitar várias vezes num mesmo dia (quadro agudo), pois neste caso você deverá levá-lo imediatamente ao veterinário, para que ele não desidrate.

Alguns animais logo após se alimentarem expelem o alimento ingerido. Isto é chamado de regurgitação, pois o conteúdo não chegou ao estômago e, normalmente, é eliminado com uma forma cilíndrica (forma do esôfago) e o alimento não está digerido. É comum após a regurgitação o gato ingerir este conteúdo novamente (eca! não se assuste, este é um comportamento normal). No caso do vômito, o animal elimina secreção gástrica, a consistência é mais aquosa e pode haver bile, possui um odor um tanto característico e o que foi ingerido pelo gato se encontra digerido.

A recorrência do vômito em gatos pode ter várias razões, pode não ter significado clínico, ou indicar ingestão excessiva de pêlos, por falta de escovação ou por alteração comportamental (o gato arranca os pêlos compulsivamente), ou, ainda, por problemas como alergia alimentar, gastrite, ingestão muito rápida de alimentos, lipidose hepática, obstrução intestinal e outros. Vamos comentar aqui as causas mais freqüentes.

Pêlos: A formação de bolas de pêlo no estômago é a principal causa de vômito. Os gatos ingerem pêlos ao se lamberem e, algumas vezes, esses pêlos causam no estômago alterações na motilidade e irritação da mucosa gástrica (gastrite). A forma simples de se evitar ou minimizar o problema é a escovação diária, a favor e contra o sentido do pêlo. Gatos de pêlos longos apresentam mais problemas, mas os de pêlo curto padecem do mesmo mal. Além da escovação há alguns produtos que ajudam o felino a expelir as bolas de pêlo.

Alergia alimentar: Mudanças súbitas na dieta como a troca de ração também podem desencadear vômitos. Observe se a ocorrência do problema está ligada a estas causas e converse com o veterinário. Existem rações hipoalergênicas no mercado (para animais sensíveis), que diminuem ou evitam a intolerância alimentar. Às vezes uma simples mudança de ração já resolve o problema.

Corpo estranho: Devido à curiosidade dos gatos, existe a possibilidade de ingestão de objetos que podem obstruir o trato digestivo e ocasionar vômitos. O mais comum é a ingestão de corpos lineares (fios, linhas ou barbantes). Esta é uma condição séria, que requer intervenção cirúrgica, mas que pode se iniciar com vômitos esporádicos. Para o correto diagnóstico são necessários radiografias, ultra-sonografia e um exame clínico apurado.

Existem outras causas de vômitos em gatos, como: parasitismo (vermes), pancreatite, distúrbios hepáticos, infecções, medicamentos, toxinas ou plantas. Se você se depara com vômito esporadicamente, mas o apetite, a atividade e o comportamento de seu animal são normais, não há necessidade de preocupação. Faz parte do nosso convívio com eles (embora não seja a parte mais agradável!), mas, se vem acontecendo com freqüência, não hesite em contatar o veterinário. Esta é a atitude mais correta a ser tomada. Seu bichano agradece!

Dra. Patrícia Nuñez Bastos de Souza, médica veterinária.
Publicado por: Revista Pulo do Gato
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segunda-feira, 15 de março de 2010

Pulgas e Carrapatos: Como livrar seu pet deste mal

O calor propicia a proliferação de pulgas e carrapatos – e as chuvas, de insetos. Além disso, o deslocamento dos bichos para ambientes diferentes daquele em que vivem, como hotéis, praias ou sítios, aumenta a incidência de infestações.

A pulga, o inimigo mais comum dos bichos de estimação, eclode do ovo com as altas temperaturas. Carrapatos também ficam mais ativos com o calor, quando seu ciclo de vida acelera: o tempo de muda reduz, e, em cada fase do ciclo, a praga precisa se alimentar, infestando os animais domésticos.

Além de processos alérgicos, lesões por traumatismo e infecções de pele, essas pragas, quando não tratadas, podem detonar problemas mais sérios. É o caso dos mosquitos, também comuns nessa época: eles costumam depositar ovos na pele dos bichos, liberando larvas que comem o tecido do animal e podem transmitir doenças fatais como a dirofilariose, parasita do coração, e a leishmaniose, transmitida de cão para cão pelo flebótomo, ou mosquito-palha.

“Os carrapatos são vetores de rickettsias, parentes da conhecida febre maculosa, que parasitam o sangue e podem levar o animal à morte”, diz Karla da Cunha Pedrozo, veterinária da Pet Center Marginal, onde a procura por fórmulas antipulgas e anticarrapatos cresce 50% nos meses mais quentes. “Já as pulgas podem transmitir vermes. E como se alimentam do sangue do bicho, no caso de uma infestação maciça o deixam debilitado, às vezes com anemia intensa.”

Contra-ataque

Há várias maneiras de proteger seu bicho das pragas domésticas ou, se o estrago já estiver feito, armar uma ofensiva rápida e eficaz. A primeira recomendação é aplicar ou atualizar o produto antiparasitas. “O ideal é usar produtos com alto poder residual, como coleiras, sprays ou as pipetas”, diz Karine Raile Rocha, veterinária da Cobasi. As doses são indicadas de acordo com o peso do bicho, e o tempo de cada aplicação pode variar de um a seis meses, reforçada ao final desse período. Os próprios donos podem fazer a aplicação em casa.

Embora populares no mercado, xampus antipulgas, anticarrapatos e sua versão contra moscas, à base de citronela, precisam ser associados a produtos mais fortes, como o Frontline, para agir com eficácia. “O poder residual do xampu, em geral, é muito baixo. É apenas uma forma de auxiliar na eliminação da praga”, explica Karine.

Os banhos antiparasitários podem ser administrados toda semana, em casa ou no pet shop. Os xampus não oferecem riscos ao bicho ou ao proprietário. Só não use produtos destinados a outros animais como bovinos e cavalos, pois podem ser tóxicos.

Os recentes alagamentos que deixaram São Paulo submersa favorecem ainda a transmissão de leptospirose, bactéria transmitida pela urina de ratos e que pode contaminar humanos e cães. “A vacinação contra ela deve ser realizada em consultório veterinário. Gatos não precisam desse tipo de prevenção”, continua a veterinária.

Não tem cão nem gato e acha que está livre das pragas de verão? Nem sempre. Elas também atacam as aves. As mais comuns são piolhos, que devem ser tratados com piolhicidas. Furões e derivados também podem ser infestados por pulgas e carrapatos – prevenção e tratamento são iguais aos dos pets mais populares.

Pegue pesado com carrapatos

O parasita é resistente e transmite doenças graves, como a babesiose

1. Em infestações grandes, os banhos carrapaticidas precisam ser repetidos a cada semana

2. Seus ovos e larvas em geral ficam na vegetação ou em frestas de paredes e pisos. Aplique carrapaticidas na casa do cão, plantas, canteiros, paredes, pisos e ralos, a cada 15 dias. Alterne as fórmulas, para o parasita não desenvolver resistência

3. Sinais de infestação são apatia, febre, falta de apetite e mucosas pálidas, nos olhos ou gengivas, além de prostração e emagrecimento

4. Um exame de sangue detecta ainda cedo doenças como a babesiose.

Publicado por: Revista Época
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quarta-feira, 10 de março de 2010

Pequeno Manual do Amigo Idoso


Check-up, doenças comuns, comida, rotina: o que você precisa saber para seu bicho de estimação envelhecer bem.

A terceira idade ficou mais longa também para os bichos de estimação. Com os avanços da medicina veterinária e a proliferação de especializações da carreira – oncologistas, endócrinos, dentistas, oftalmologistas, homeopatas –, ficou mais fácil dar qualidade de vida aos pets idosos.

“A gerontologia e a geriatria são algumas das áreas veterinárias com maior crescimento nos últimos anos”, diz Ricardo Duarte, coordenador científico do HOVET Pompeia. “Hoje em dia, detectar uma doença grave não significa mais uma sentença de morte para o animal.”

Mas, afinal, quando eles ficam idosos? “A entrada do cão na velhice é determinada por seu porte”, diz Marcelo Quinzani, diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care. “Os de raças maiores têm o metabolismo mais acelerado e chegam à terceira idade com 8 anos. Os menores envelhecem mais devagar e são considerados idosos com 10anos.” Segundo Quinzani, entre os gatos não há diferença, todos ficam idosos aos 8 anos. O diretor calcula que, atualmente, a expectativa de vida de cães grandes é de 10 a 12 anos e de pequenos e médios de 13 a 18 anos. Felinos vivem de 18 a 20 anos. Ou seja: gatos passam mais da metade da vida na terceira idade.

Doenças que seu pet pode ter

Câncer: É comum depois dos 7 anos. Há predisposição racial. Tumores em rottweiler, fila-brasileiro, bullmastif e mastin-napolitano. Linfomas atingem boxers, golden retrievers e são-bernardos.

Felinos: Os tumores mais comuns entre gatos são carcinomas de pele em felinos despigmentados e linfomas.

Catarata: Acontece após os 6 anos em raças pequenas de cães, como poodle, schnauzer e maltês. É raro em gatos.

Colesterol alto: Ocorre em cães obesos e com problema de tireoide. Os schnauzers têm grande predisposição. Não é comum em gatos.

Diabetes: É relativamente comum em ambas as espécies, especialmente fêmeas de raças pequenas.

Insuficiência renal: Ocorre em cães, depois de 10 anos, em todas as raças e tamanhos. Atinge muitos cockers e poodles. Alta incidência em gatos persas e de pelo longo.

Cardiopatias: Comuns em gatos persas e em cães como poodle, yorkshire, cocker e pincher.

Obesidade: Ocorre em cães com alimentação inadequada e falta de exercício físico. Raças com propensão: beagle, labrador, cocker, dachshund e collie. Nos gatos, há maior incidência em raças de pêlo curto.

Costas: Problemas na coluna, hérnia de disco e calcificação são comuns em dachshund, pequinês, beagle, poodle, cocker, shitzu, lhasa apso. Bicos de papagaio acometem pastor-alemão, dog-alemão e são-bernardo. O doberman tem predisposição a alterações no final da coluna e os menores no início.

Como cuidar de seu velhinho

Rotina
Atenção redobrada em passeios e locais com escada, já que a massa muscular diminui, o pulmão fica mais fraco e as articulações se desgastam. Podem acontecer deficiências na visão e na audição.

Dieta
“Com o passar dos anos, diminuem o metabolismo, a massa muscular e a necessidade energética do animal. Isso favorece o ganho de peso”, diz Marcelo Quinzani, do Pet Care. Reveja a dieta do bicho e reduza porções. Há rações para cada fase da vida.

De olho nos dentes
Segundo pesquisa do Pet Care, 87% dos cães com 3 anos já têm doença periodontal, principalmente yorkshire, schnauzer e poodle.

Check-up anual
A partir dos 6 anos. Detecta câncer ou doenças renais e cardíacas em estágio precoce.

Exames fundamentais
Hemograma completo, com contagem de plaquetas, função renal e função hepática, além de fezes, urina e exame de mama ou testículo e próstata.

Testo de:Débora Yuri
Publicado por: Revista Época
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terça-feira, 9 de março de 2010

Os motivos para o gato urinar longe da caixinha

Uma das vantagens atribuídas aos gatos em relação aos cães é que os felinos urinam nas caixinhas e não precisam ser levados para passear. Mas o que fazer quando os bichos decidem fazer as “necessidades” em qualquer lugar da casa, exceto no recipiente indicado?

Primeiramente, o dono deve descobrir a causa, que, de acordo com a veterinária Heloísa Justen, pode ser patológica (doenças), sexual ou por ansiedade.

No caso de doenças do trato urinário inferior, as mais comuns são a cistite e a infecção bacteriana, que aumentam a produção de urina e são facilmente combatidas com medicação.

— Existe também a cistite por estresse.

Por uma causa psicológica, a produção da camada de proteína que envolve a bexiga é reduzida, levando a acidez da urina a lesionar a área. Isso causa ardência e dores, e o xixi fica pingando em vários locais da casa — explica Heloísa.

Já nos casos sexuais, se estiver enamorado, o gato também pode urinar pela casa para marcar território.

— É como se quisesse deixar seu perfume para a fêmea perceber — diz a veterinária. — Nesse caso, o indicado é castrar o animal.

O mais frequente, no entanto, é o gato urinar pela casa para fazer marcações territoriais por estresse. Por qualquer motivo — seja não gostar do local onde está a caixinha ou uma sujeira —, eles rejeitam o recipiente. Nesse caso, a veterinária dá uma dica:

— Nas pet shops, já há um spray à base de feromônios que melhora a receptividade do animal ao ambiente.

Publicado por: Globo.com
Imagem: ModernCat
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

AIDS Felina



Olá pessoal, como foram de festas? Espero que tudo esteja bem e continue melhor ainda neste ano que se inicia.

Tenho recebido alguns contatos por e-mail e/ou cometários no blog, solicitando informações sobre AIDS Felina ou Imunodeficiência Felina, assunto pouco conhecido pela população.

Em pesquisa na net, achei algumas publicações na Folha de São Paulo, e um Estudo Cientifico onde posto abaixo um resumo apenas para esclarecimento.

O FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) é popularmente conhecido como Aids felina, e debilita a capacidade do organismo do animal podendo ocasionar a morte. Semelhante a Aids humana, o animal contaminado pelo FIV, apresenta sintomas variados como fácil aquisição de doenças, baixa imunidade e anemia.

Por ser uma doença recentemente descoberta, não possui vacina para a cura e/ou prevenção de felinos contaminados através de mordidas e arranhões. Mas pode ser evitada quando fornecido um bom tratamento ao animal, castração, visitas ao médico veterinário e evitando contato com gatos de rua.

A Aids Humana (HIV - Vírus da Imunodeficiência Humana) teve sua primeira aparição no início da década de 80 nos Estados Unidos e, em 1981, foi definida como o Vírus da Imunodeficiência Adquirida. Em 1986, apenas cinco anos após a descoberta oficial do Vírus da Imunodeficiência Humana, o primeiro caso de Aids felina ocorreu.

Pertencente a mesma subfamília do HIV, o FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) apresenta grande similaridade em relação ás seqüências gênicas e ao ciclo replicativo e é um dos modelos mais promissores para o estudo da Aids Humana, porém, se difere em alguns aspectos, tais como, a transmissão, que não acomete a outras espécies e ao homem, e a definição, que não é dada como doença, e sim como um meio que proporciona mais suscetibilidade a contaminações no animal.

O FIV ataca os linfócitos, células de defesa, debilitando a capacidade do organismo do animal e ocasionando infecções. A percepção do FIV positivo se dá por sintomas característicos como a vulnerabilidade a outras doenças. Porém, existe o portador assintomático, que passa anos sem apresentar sintomas, e só é detectado por exames de sangue, com o teste ELISA feito no Brasil.

A contaminação do felino é dada por mordidas ou arranhões de gatos infectados por FIV, e não por contato sexual como é o caso do HIV. Geralmente, os gatos FIV positivo são machos e de rua, onde a concentração é alta e a taxa de estresse é contínua, o que pode ocasionar o aparecimento do vírus.

Na ocorrência de anormalidades em relação á saúde do felino, a detecção de um possível gato soropositivo, é feita a partir do surgimento de sintomas como diarréia persistente, problemas respiratórios, febre, emagrecimento, anemia, infecções e mais raramente a morte.

Por ter sido descoberta á pouco mais de duas décadas somente, ainda é inexistente uma vacina para prevenção da Aids felina, portanto, a posse responsável é o tratamento fornecido. Através de cuidados com a higiene do animal, vacinação em dia, alimentação saudável, castração e visitas freqüentes ao médico veterinário, é possível eliminar as chances de contaminação em gatos domésticos. Mas, esforços devem ser direcionados para evitar o contato de gatos potencialmente infectados com gatos FIV negativos.

Mas caso o gato seja soropositivo, a luta pela vida do felino é muito válida, principalmente para o dono do animal, já que o amor que lhe foi fornecido é eterno. Os cuidados, apesar de redobrados, são essenciais para a manutenção da vida do animal, então alimentos ricos em sais minerais, alimentação balanceada e inserção de medicamentos na dieta são recomendados, assim como amor e muito carinho.

Infelizmente, o preconceito é nítido quando o tema é Aids. Humano ou animal, esse vírus gera muito mais que doenças, ele gera abandono.
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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Problemas de Pele e Pêlos



Pêlos emaranhados
São um perfeito criatório de parasitas e predispõe à inflamações na pele. Se seu gato possui pêlo longo, escove-o com freqüência para evitar que fique embolado.

Falhas de pêlo
Pulgas, alergias, eczema e micoses são causas de coceira e irritações, com queda de pêlo. Algumas vezes ocorre por stress. As micoses podem ser transmitidas para o homem, portanto tenha cuidado. Lave tudo que o gato tem contato, com água sanitária e enxagüe com água quente.

Coceira
Coceira na orelha, com pontinhos pretos, é sarna otodécica. Seu veterinário irá indicar o melhor tratamento. Esse parasita se limita às orelhas, mas pode passar de um animal para outro, principalmente se eles se lambem. Todo o ciclo de vida desse parasita é dentro da orelha, portanto não se preocupe dele contaminar sua casa.

Coceira e secreção saindo da orelha é sinal de infecção por bactéria ou fungo. Consulte seu Veterinário depressa. Outras causas de coceira são: Pulgas, eczemas, alergias.

Acne Felina
Normalmente se limita à região do queixo do gato. São lesões semelhantes à pequenas crostas pretas, como se fossem sujeira. As razões podem ser por alergia alimentar, falta de limpeza adequada, alergia ao plástico de comedouros e bebedouros.

Use comedouros e bebedouros de vidro ou metal e lave-os com freqüência.

Fonte: Pet Vale
Gravura: A. Langston
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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O vômito nos gatos

O vômito nos gatos não é tão desagradável quanto em nós. Alguns gatos o fazem todos os dias, outros raramente. O importante é que não haja nenhum outro sinal de doença. De qualquer forma, se um gato que nunca vomita passa a fazê-lo, é preciso verificar a causa.

Entre as causas ditas normais de vômito podemos citar:

Pêlos

Normalmente os gatos engolem muito pêlo quando se lambem, o vômito é uma forma de expelir esse pêlo. Para evitar isso, escove seu gato regularmente, mesmo os de pêlo curto. Existe no mercado produtos que previnem a formação de bolas de pêlo no estomago deles.

Comer em excesso ração seca

Os mais gulosos, comem muita ração, depois bebem bastante água. Quando essa ração chega ao estômago, começa a absorver líquido e inchar. O estômago fica cheio demais, o que causa o vômito. O vômito fica parecido com um tubo de ração.

Alergias alimentares

Nesse caso a troca de ração resolve. Mas cuidado com diarréia. Qualquer troca de ração deve ser feita lenta e gradualmente.

Vermes

Hipertiroidismo em gatos idosos

Ingestão de plantas de jardim e vasos

Stress

Fonte: Pet Vale

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Tipos Sanguíneos em Gatos

Gatos podem ter sangue do tipo A, B e AB (raro).

A maior parte dos gatos domésticos de pêlo curto possuem sangue tipo A, mas isso pode variar de acordo com o país. Os gatos de raça pura costumam ter sangue tipo B.

Não existe doador universal, uma pequena quantidade do tipo errado de sangue pode matar, se ele for sensibilizado ao sangue.

British Shorthair, Cornish Rex e Devon Rex cats, têm uma incidência do tipo sanguíneo B muito alta, acima de 50%. Outras raças em que ocorre o sangue B são: Abssínio, Himalaio, Japanese Bobtail, Persa, Sphinx . ( Urs Giger, University of Pennsylvania, Kirk's XI).

Se uma gata com grupo sanguíneo B, der à luz a um filhote com grupo sanguíneo A ou AB, o filhote poderá sofrer severas reações. Os gatos com sangue B têm fortes reações imunológicas ao sangue do tipo A e AB. Esses anticorpos são passados através do leite da mãe gata.

Essa reação imunológica é chamada Eritrólise, porque ocorre destruição das hemácias do filhote, por anticorpos contra eles, passados pela mãe através do leite.

O sangue A é dominante sobre o B e AB.

Fonte: Pet Vale
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sábado, 28 de novembro de 2009

Prisão de ventre também afeta o pet

Há várias razões para prisão de ventre em animais. Cães e gatos são capazes de engolir coisas que a gente nem imagina: pedras, chupetas, bolinhas de borracha, prendedores de roupas e até partes de brinquedos. Esses objetos, assim como as clássicas bolas de pelos (em gatos) e até certos tipos de medicamento, podem obstruir o intestino.

Existe ainda o risco de as fezes grudarem no ânus de um animal mais peludo, formando um “tampão” que impede futuras idas ao banheiro. Mas a principal vilã é a alimentação inadequada.
Um bichinho com dor ou cólica intestinal se comporta de maneira diferente, deixando claro que tem algo errado. Se ele tentar fazer cocô sem sucesso, sua suspeita estará confirmada.

Ofereça uma dieta equilibrada com fibras, proteínas, gorduras e carboidratos. É por isso que muita gente opta pelas boas marcas de ração. Elas concentram tudo de que os peludos precisam, poupando você de passar horas no fogão.

Nos casos mais graves, a prisão de ventre mata, sim. Se um objeto perfura a parede do intestino, causa uma infecção na barriga e mata o bicho em pouco tempo.

Depende da qualidade do alimento - alguns bichos fazem até quatro cocôs por dia. Quanto mais ruinzinha for a ração, mais eles terão de comer para se sentirem saciados e maior será o volume de fezes.

Às vezes, um simples laxante dá conta do recado. Outros casos necessitam de remédio antigases. Há situações em que só uma cirurgia resolve. Mel, mamão, aveia, azeite, óleo mineral, chá e outros alimentos que soltam o intestino de crianças também podem ser usados em cães e gatos.

Mas conte sempre com a supervisão de um veterinário.

Publicado por : Diário de Marilia
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sábado, 14 de novembro de 2009

Primeiros socorros para cães e gatos

Quando seu animal de estimação sofre um acidente, seja ele grave ou não, os primeiros socorros são indispensáveis. Aprenda como ajudá-lo nessa hora de muita dor

Não importa se for o gato, que por curiosidade resolveu escalar as cortinas da sala e despencou, ou o cachorro, que, sem resistir a um portão aberto, se aventurou pela rua e acabou atropelado.

O certo é que a bicharada também sofre acidentes, que podem resultar em simples machucados ou numa pata quebrada. E o pobre do dono muitas vezes não tem a mínima ideia de como proceder, sob o risco de, na melhor das intenções, ganhar belos arranhões e mordidas. “Nessas horas, o animal deve ser encaminhado imediatamente para um especialista”, recomenda o veterinário Luiz Leon Cyon, do Koala Hospital Animal, em São Paulo.

Mas, antes de chegar à emergência, alguns passos devem ser seguidos:

Alerta - Logo após o acidente, é necessário que o bicho seja encaminhado a um hospital veterinário e seja submetido a exames como ultrassom, raios X e tomografia. Só eles podem apontar se, além da fratura, houve alguma lesão mais grave que requeira cirurgia.

Limpeza - Não deixe o animal lamber o machucado. Ao imobilizá-lo, pegue um tubo de soro fisiológico, faça um furo na tampa e espirre alguns jatos sobre o local ferido para retirar resíduos de asfalto, grama ou terra que possam causar infecções. Após a higienização, utilize gaze ou tecido bem limpo para cobrir o ferimento.

Medicamentos - Não ofereça medicação humana aos animais. Só depois da avaliação de um profissional e de exames específicos é possível saber a gravidade do acidente e que tipo de tratamento será indicado — as opções vão de antibióticos e anti-inflamatórios a fisioterapia.

De qualquer forma, siga sempre as orientações do veterinário.

Fratura exposta - O animal costuma suportar a dor mais até do que os seres humanos, mas não tente ajeitar um osso fora de lugar nem fazer movimentos bruscos. Tudo isso pode agravar a situação. Acalmá-lo nesses momentos é fundamental para que ele não avance. “Em casos de hemorragia, use um pano limpo para conter o sangramento e faça compressas com as mãos sobre a fratura”, orienta Cyon.

Cuidados imediatos - A veterinária Thais Fernanda da Silva Machado, de São Paulo, avisa: “Fraturas mal tratadas podem causar deformidade de angulação que deixam os membros tortos, provocam difi culdade de locomoção e infecções, principalmente em caso de feridas abertas, que se complicam e podem comprometer para sempre a pata”. Ou seja, não protele os cuidados com o animal.

Amarre o focinho
Com a ajuda de outra pessoa, segure o pescoço do animal para que ele não morda. Pegue uma corda, barbante ou cadarço, enrole o focinho dele e amarre atrás da cabeça.

Cubra o gato
Envolva o felino com um cobertor ou toalha grossa. Dessa forma você se protege das unhas afiadas e dos dentes finos do bichano machucado.

Improvise uma maca
Arraste cuidadosamente uma tábua para debaixo do animal e empurre-o devagar para cima dela, evitando manipulá-lo demais. Tente não deitá-lo sobre o membro fraturado.

Revista Saúde
Gravura: Getty Images
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Casa Limpa, Pet Saudável

O asseio do ambiente faz toda a diferença na vida do seu pet. Conheça algumas estratégias eficazes de limpeza que realmente contribuem para a saúde dele e de toda a família

A vacinação anual e os vermífugos a cada quatro meses são cuidados básicos de que todo pet precisa. Essas medidas o protegem contra ameaças depositadas literalmente pelo caminho — nos detritos deixados por outros bichos que passearam pela rua, por exemplo — e que são capazes de transmitir verminoses, dermatites e infecções. Exames de sangue, fezes e urina também devem ser periódicos. “Eles ajudam a detectar bactérias e fungos que aparecem devido ao descuido com a sujeira da casa ou do próprio animal”, alerta o veterinário Celso Martins Pinto, da Universidade Metodista, em São Paulo. Respeitadas essas recomendações, seu bicho só precisa contar com a expertise do dono na hora da limpeza geral. Exemplos:

Faxina na casa
Ela é fundamental para prevenir dermatites, infecções e verminose

Prato e bebedouro – A regra é sempre servir água e comida frescas em tigelas limpas. A cada troca, lave-as com sabão neutro e água corrente para evitar a proliferação de fungos causados pela umidade do alimento.

Limpeza do chão – Deve ser frequente para que micro-organismos não se alastrem, possibilitando uma infecção daquelas – com diarreia e vômito no pacote. Mas atenção: não é recomendável usar qualquer produto de limpeza. Nas pet shops é possível encontrar desinfetantes específicos que previnem alergias nas mucosas e na pele do bicho se ele encostar na solução.

O banheiro animal – As caixas de areia devem ser lavadas e higienizadas no mínimo 1 vez por semana. os dejetos (unina e fezes) retirados 3 a 4 vezes por dia (dependendo do número de gatos que utilizem a mesma caixa). Por último, lembre-se: seu amigo não merece comer perto do local onde faz xixi. Mantenha o banheiro dele bem longe da comida.

Faxina nele

Um minirroteiro para afastar de mau hálito a doenças que levam à surdez

Dentes – Cuidar da saúde bucal do bicho três vezes por semana impede que as doenças periodontais ataquem a boca de seu cão ou gato, causando aquele bafo ou deixando-o banguela. Assim, mantenha a escova de dentes sempre a postos.

Orelhas - seu veterinário pode recomendar produtos específicos para a higiene das orelhas. Esse hábito semanal afasta fungos e infecções que podem levar à surdez.

Pêlo – Escová-lo diariamente dá brilho à pelagem, evita que os fios fiquem espalhados pelo chão e elimina os fios mortos que ainda não caíram e formam aqueles nós responsáveis pela coceira. Aproveite a sessão de beleza e aplique no pescoço e na pele do seu amigo remédios contra pulgas e carrapatos.

A veterinária Fernanda Malatesta, da clínica Pró-Animal, em Santos, no litoral paulista, frisa que a atenção deve ser redobrada no verão, quando esses habitantes se proliferam com maior velocidade.

Publicado por : Revista Saúde
Gravura: Jo Parry
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Tá doendo?

De acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Saúde Animal, o Sindan, há 25 milhões de cães e 7 milhões de gatos nas casas brasileiras. Os números de 2009, são resultado do Radar Pet, o primeiro levantamento que a entidade fez sobre animais domiciliados. E, ao que tudo indica, é reflexo de uma situação muito contemporânea: cada vez mais pessoas moram sozinhas — e veem no pet um grande companheiro.

Nesse cenário de cuidados que recebe do dono — reforçado pelo suporte que a evolução da medicina veterinária traz —, fica fácil entender por que a qualidade e a expectativa de vida do bicho estejam sendo ampliadas. E isso merece comemoração. A questão é que outro dado — não tão festivo — se soma ao da longevidade do seu amigo.
Com o tempo, ele vai ter de encarar as consequências naturais da idade, como as doenças que surgem ao longo da velhice e causam desconfortos do tipo uma dor aqui, outra ali. E aí não pense que não há nada a fazer.

O bom proprietário de um bichano ou cachorro ajuda a aliviar os sintomas se nunca desmerecer nenhum sinal de alteração no comportamento do animal. “É por meio dessa mudança repentina de hábitos que se pode identificar as duas principais causas de dor: o câncer e a osteoartrose, problema que compromete muito a articulação do bicho”, alerta a veterinária Karina Yasbek, da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, a Sbed.

Ambas podem ser desencadeadas pela genética ou por uma predisposição que certas raças têm para desenvolver essas moléstias, ainda mais comuns à medida que a idade avança. “No caso da osteoartrose, gatos obesos e cães de grande porte, como pastores alemães, rottweilers e labradores, podem precisar de tratamentos com anti-inflamatórios ou analgésicos, além de ter que reduzir o peso.

Em algumas circunstâncias, a cirurgia é indicada para que a enfermidade estacione, já que não tem cura”, explica o veterinário Leonardo Brandão, da Merial Saúde Animal, em Campinas, no interior paulista. Ele acrescenta: “As gatas e as cadelas, por sua vez, são mais suscetíveis às neoplasias mamárias. Mas têm boas chances de cura se o mal for descoberto precocemente”.

Portanto, o checkup anual é, mais uma vez, fundamental. Por meio de raios X, ultrassom e exames de sangue dá para proteger seu pet dos incômodos. Além do mais, a cada consulta o especialista avaliará o histórico e o ponto fraco do animal. O cuidado não deixa dúvidas sobre os benefícios: quanto mais cedo qualquer sintoma é diagnosticado, mais os tratamentos se tornam eficazes e se impede que seu amigão fique sofrendo em silêncio pelos cantos da casa.

Alguns sinais denunciam seu animal de estimação que está sofrendo. Observar se ele apresenta alguns dos seguintes sintomas:

• Apatia
• prostração
• Redução da mobilidade
• Tristeza
• Falta de apetite
• Perda de peso muito rápida
• Automutilação Devido a dor
• Lamber compulsivamente uma região dolorida
• Diminuição da Frequência de autolimpeza, no caso dos gatos
• Introspecção
• Pouca interação com o dono
• Carência • Sono interrompido (quando a dor é intensa, o animal não dorme)

por Elaine Moraes
Publicado na Revista Saúde
Gravura: Lowell Herrero
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