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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

CatNews: Gato com duas caras dos EUA é o mais velho do mundo

CONWAY, Estados Unidos (Reuters) - Frank and Louie, um felino cinza com duas bocas, dois narizes e três olhos, acabou de fazer 12 anos e é o gato mais velho do mundo com duas caras. Sara Wilcox, porta-voz do Guinness World Records, disse que ele é "gato Janus que mais sobreviveu", referindo-se ao nome cunhado pelo zoólogo britânico Karl Shuker, com base no deus romano das transições e dos portões.
Frank and Louie tem uma duplicação cranio-facial, uma condição congênita extremamente rara. O transtorno, também conhecido como diprosopia, pode levar parte ou toda a face de um indivíduo a ser duplicado em sua cabeça.
Entre os gatos domésticos foram registrados vários casos, mas poucos deles sobrevivem à idade adulta, disse Wilcox.
Frank and Louie nasceu em 8 de setembro de 1999. Sua vida notável será comemorada na nova edição do Guinness World Records de 2012, afirmou Wilcox.
A expectativa de vida de um gato de duas caras é de cerca de quatro dias porque em geral eles sofrem de outros distúrbios.

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sexta-feira, 18 de março de 2011

CatNews: Filhotes de menor espécie de felino africano nascem em cativeiro graças aos avanços da ciência


A fertilização in-vitro, além de ajudar mulheres com dificuldade para engravidar, passou a ser usada como instrumento contra a extinção de animais. Os gatinhos que você nas imagens desta matéria nasceram graças a embriões congelados e à técnica da fertilização em laboratório.

Os filhotes não se tratam de bichanos comuns. Eles pertencem à menor espécie de felinos da África, popularmente conhecidos como gatos de pata preta africanos.

Restam poucos gatos desta espécie na natureza, e esses são os primeiros a nascerem pela técnica de fertilização, com a ajuda dos pesquisadores do Centro de Pesquisa de Espécies Ameaçadas Audubon, em Nova Orleans, Estados Unidos.
Os animais vieram ao mundo em fevereiro desse ano, mas a história começou bem antes. Os espermatozóides do pai foram coletados de um gato de 6 anos em 2003 e congelados. Em 2005, eles foram combinados ao óvulo de uma gata e formaram um embrião, que foi congelado novamente. E foi só no final de 2010 qye os embriões foram implantados em uma terceira gata para gerar os filhotes.
A fertilização in-vitro é pesquisada com o objetivo de recuperação de espécies ameaçadas há cerca de 15 anos. E cada vez que os cientistas conseguem reproduzir uma nova espécie dessa maneira, eles mostram que a técnica é uma alternativa viável para preservação. 


Fonte: Revista Galileu
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segunda-feira, 14 de março de 2011

CatNews: Revista fotografa bolsas com gatos coloridos

Olhem que chic!!!!

A edição de março da revista V Magazine, fez um editorial de bolsas estrelado por gatos coloridos, cada um combinando com um modelo de it bag diferente. Para o ensaio, intitulado “Cat Power”, os bichanos receberam uma pintura especial, que sai com água, imitando as cores e estampas das bolsas. O responsável pela arte, o colorista Robert Willingham, garantiu que nenhum dos gatinhos foi maltratado e que a tinta usada não é tóxica. O resultado é lindo de ver!
“Striped Canapa”, da Prada, e “Tricolor Lady Dior”, da Dior

“Art Deco Trapezio”, Louis Vuitton, e “Papier”, da Balenciaga by Nicolas Ghesquière

“Mila”, da Loewe, e “Blanket Frame”, da Ralph Lauren Collection
“Legacy”, da Coach, e a “Classic Tweed”, da Chanel

Publicado na Revista Criativa
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sábado, 26 de fevereiro de 2011

CatNews: Gatos e humanos têm relações mais complexas do que se pensava

O tipo de relacionamento mantido entre homens e gatos pode estar mais próximo da relação inter-humana do que se pensava. É o que descobriram pesquisadores da Universidade de Viena. Segundo o estudo, publicado na revista especializada Behavioural Processes, a ligação entre gatos e seus donos depende diretamente da personalidade, sexo e idade de ambos, dos sentimentos pontuais e do tempo de convivência entre os dois - características verificadas nos relacionamentos entre seres humanos.

A pesquisa, desenvolvida na cidade de Viena entre 2005 e 2006, observou a relação entre 39 donos e seus gatos. Foram escolhidos todos os tipos de “amizades”: entre donos homens e gatos machos, mulheres e gatas, gatos e mulheres e homens e gatas. A maioria dos animais passava grande parte de seu tempo em casa, convivia bastante com o dono, e o tipo de relação era forte - “os gatos eram considerados amigos, membros da família ou ainda ‘filhos’ de seus donos”, diz o resultado de um questionário preenchido por cada participante.

Os pesquisadores descobriram que a relação entre os gatos e seus donos é baseada em um verdadeiro jogo de interesses; são relações complexas, em que há contribuições emocionais de ambos os lados. Por exemplo, se um dono faz carinho no seu gato quando este pede, depois terá “créditos” com o bicho, quase como se um devesse a retribuição do afago ao outro. E o gato irá recompensá-lo mais tarde.

Também constatou-se que o humor e a personalidade dos donos afetam a forma como o gato reage. Os animais conseguem sentir as variações de humor dos donos, e se recolhem ou se aproximam dependendo disso. Mas só dos donos. “Em nossos estudos, descobrimos que fatores como a abertura do gato às pessoas não são independentes”, diz a pesquisa. Embora não pareça, os bichos reagem de formas diferentes quando com estranhos.

Outros resultados mostraram que, curiosamente, gatos parecem se dar melhor com mulheres. “Nos relacionamentos com uma dona, o número de gatos que iniciam o contato físico é maior que nos relacionamentos de gatos com homens”, independente do sexo do animal. O estudo também aponta que donos neuróticos tendem a ter contato mais distante com seus bichos, ou seja, têm uma relação fria em que o gato sabe que aquela pessoa serve como provedor de alimento e não necessariamente o respeita. A idade e a personalidade do animal também influenciam a relação.

Os pesquisadores de Viena pretendem aprofundar os estudos após constatarem que os mesmos tipos de comportamento não são observados em gatos que são criados mais livres - animais que vivem em casas com jardins, por exemplo, e que passam mais tempo longe dos donos. Nesses casos, não foi constatado que fatores temporais, como o humor momentâneo do dono, pudessem ser levados em consideração pelo bicho. Ainda assim, eles estão seguros de que a relação entre dono e gato envolve certos tipos de interação que fazem um, de fato, entender o que o outro está sentindo, como antes só tinha sido verificado entre humanos.

Ilustrações retiradas do blog:  Cats Vs Human
Publicado por : Revista Época
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sábado, 23 de outubro de 2010

CatNews: Especialistas afirmam que uso de chips RFID pode causar câncer em animais


Colocar rastreadores por rádio em animais de estimação – principalmente cachorros e gatos – tem se tornado mais comum em determinadas classes sociais, porém, especialistas agora afirmam que este tipo de dispositivo pode causar câncer nos pets.

Nos Estados Unidos, muitos veterinários aconselham a utilização de microchips de identificação dos animais por radiofrequência (RFID, em inglês) e a maioria dos abrigos os exige. Entretanto, a segurança deste dispositivo é muito questionada, tanto que a dona de um gato abriu um processo contra a Merck & Co., fabricante do chip HomeAgain, alegando que o câncer de seu bichinho foi consequência direta do implante do chip RFID.

A veterinária Katherine Albrecht, especialista em efeitos colaterais da implantação de RFIDs, acredita que este caso seja apenas a “ponta do iceberg”, já que tem visto inúmeros casos de animais com câncer induzido por microchips. Além disso, ela afirma que a Merck e outras grandes empresas devem considerar seriamente este processo e passar a advertir seus consumidores sobre o risco da utilização destes dispositivos, conforme conta o site Natural News.

O site ainda lembra que, de acordo com a FDA (órgão regulador de alimentos e medicações nos EUA), as reações adversas provenientes deste tipo de implante incluem “reações adversas em tecidos”. Já a British Small Animal Veterinary Association, afirma que as reações incluem infecção, abscessos e tumores.

Albrecht publicou recentemente um artigo com uma revisão bibliográfica sobre o uso de RFIDs em animais. O artigo pode ser visualizado em PDF, pela URL tiny.cc/epk51. O site chipmenot.org conta mais sobre o assunto, alertando os donos para o perigo da utilização desses microchips.

Agora resta aos milhões de donos de cães e gatos pelo mundo reconsiderarem o que é realmente interessante e para o bem de seus bichos. Assim como acredita David Gomez, escrevendo para o site TG Daily, se algo não é bom para os animais, não é bom para os humanos.

Por: Nataly Dauer
Publicado no Geek
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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

CatNews: Exposição traz exemplares de gatos curiosos e dicas sobre o cuidado com os bichanos


Evento terá raça de animal sem pelo e exemplar que pesa 11 quilos

250 bichanos estarão à mostra na 120o e 121o Exposições Internacional de Gatos de Raça, que acontece no final de semana na quadra de ensaios da Mancha Verde, na Barra Funda. Entre as 43 raças expostas, estarão presentes exemplares de don sphynx, que não tem pelos, e o maine coon, um gato gigante que chega a pesar 11 kg e medir 1,1 m da cauda ao focinho.

No evento, realizado quatro vezes por ano e promovido pelo Clube Brasileiro do Gato, serão escolhidos ainda os melhores exemplares de cada raça em competição filiada à Fife (Federação Internacional Felina Europeia). Segundo Gerson Alves Pereira, presidente do Clube Brasileiro do Gato, responsável pela organização, o encontro é também “uma oportunidade dos gateiros de conhecer novidades em nutrição animal e vacinas”. Os criadores poderão se informar sobre a microchipagem dos pets (identificação por meio de chip eletrônico implantado sob a pele do animal), obrigatória na cidade de São Paulo desde 2007 e ainda aguarda regulamentação.

120ª e 121ª EXPOSIÇÕES INTERNACIONAIS DE GATOS DE RAÇA
Dias14 e 15 de agosto a partir das 9h. Quadra da Mancha Verde, rua Abraão Ribeiro, 503, Barra Funda SP. Entrada: 1 Kg de alimento não-perecível ou produto de higiene pessoal. Informações: www.clubebrasileirodogato.com.br

Publicado por: Revista Época
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terça-feira, 27 de julho de 2010

CatNews: Ração de gato é alvo de recall nos Estados Unidos

No Brasil, a Procter & Gamble informou que não comercializa o produto

A Procter & Gamble anunciou um recall na América do Norte da ração medicinal Iams, para gatos com problema renal devido a possível contaminação com a bactéria salmonela. De acordo com a empresa, o produto pode ainda causar problemas de saúde em pessoas que venham a manusear a ração.

Segundo análise da Food and Drug Administration (FDA), dois lotes da formula de ração específica para gatos com problemas nos rins apresentaram problemas e com isso, a ração não deve ser usada em hipótese nenhuma. A salmonela pode causar infecção e matar humanos e animais.

A Iams atua no mercado de rações Premium para cães e gatos com os alimentos Eukanuba e Iams. Com matriz em Dayton, Ohio (EUA), atua em mais de 77 países e está no Brasil há dez anos. No Brasil, a empresa informou que não comercializa essa ração.

Publicado por: Jovem Pan
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terça-feira, 29 de junho de 2010

CatNews: Gato Oscar recebe patas biônicas em cirúrgia pioneira


O gato britânico Oscar juntou-se a um grupo muito seleto:
é um dos raríssimos animais com membros biônicos,
especificamente as duas patas traseiras que lhe tinham sido decepadas num acidente.


A intervenção cirúrgica — pioneira — colocou nas pernas do gato umas cavilhas metálicas que ligam os tornozelos a patas protésicas e simulam a forma como as armações dos veados crescem sob a pele. A operação foi feita pelo veterinário Noel Fitzpatrick e é narrada no documentário da BBC The Bionic Vet (veja o vídeo aqui).

Oscar sofreu um acidente com uma debulhadora em Outubro, quando estava deitado ao sol numa quinta das British Channel Isles. Os donos levaram-no ao veterinário local, que recomendou a intervenção do cirurgião veterinário Fitzpatrick.

Com a ajuda de peritos em engenharia biomédica, foram criadas as patas falsas de forma a ficarem ligadas ao osso e à pele. “Isto permite que o implante funcione como um pêndulo na base dos membros do animal, dando-lhe um movimento normal”, descreve o veterinário. “O Oscar pode agora andar e saltar tal como os outros gatos”.

A tecnologia usada — próteses de amputação intraósseas e transcutâneas (Itap) — está a ser testada em humanos e já foi utilizada para criar um braço para uma mulher, ferida nos atentados à bomba de Londres, em 2005.

Publicado pelo jornal Português Público
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quarta-feira, 2 de junho de 2010

CatNews: Gatos 'twittam' a partir de dispositivo pendurado no pescoço

A Sony apresentou um novo dispositivo que permite que gatos possam “falar” sobre seus hábitos no Twitter. Desenvolvido pelo Laboratório de Ciência da Computação da companhia (CSL, na sigla em inglês) em parceria com a Universidade de Tóquio, no Japão, o aparelho está equipado com câmera, sensor de aceleração e GPS, entre outros recursos, para gravar as atividades de um gato.

Com os dados coletados na combinação desses recursos, o dispositivo deduz as atividades feitas pelo gato, como caminhar, dormir e comer, por exemplo. As informações são então transmitidas por Bluetooth para o computador e postadas no Twitter.

Com o dispositivo, é possível postar um comentário automático do tipo “Isso é gostoso” quando o gato estiver comendo algo, por exemplo.

No momento estão disponíveis apenas 11 frases que podem ser postadas no Twitter, mas a equipe da Sony envolvida no projeto espera aumentar esse número em breve, além de incluir um recurso que permita alterar os comentários de acordo com a ação anterior do animal. “Por exemplo, se um gato ficar andando após comer, um comentário do tipo ‘As refeições têm um gosto melhor depois de uma caminhada’ poderá aparecer no Twitter”, disse a empresa, de acordo com o site “Tech-On!”.

Para que os gatos não estranhem ou se recusem a usar o adereço, o CSL da Sony desenvolveu o dispositivo nos moldes de um colar – ou coleira –, que tem no máximo 5% do peso do "gato-cobaia".

“Se for colocado na mesma posição que um colar, a maioria dos gatos não se recusa. Quando é colocado em outras partes, como as costas, os gatos vão se recusar a usar e tirá-los de lá”, avaliou o CSL da Sony.

Além disso, o dispositivo é capaz de reconhecer outros gatos a partir de imagens captadas pela câmera embutida no aparelho, que são comparadas com outras fotos de felinos usadas como referência no experimento.

Publicado por :G1 - Globo.com

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

CatNews: Ciência comprova poder terapêutico de gatos


Perseguidos em diferentes épocas e vítimas históricas de preconceito, os gatos estão ganhando absolvição por meio de um papel inesperado: o de terapeutas. Em seu recém-lançado livro “La Ronron Thérapie”, a jornalista francesa Véronique Aïache explica, devidamente ancorada por trabalhos científicos, como o convívio com um bichano pode melhorar a vida das pessoas.

Ela relata, por exemplo, pesquisas como a do veterinário francês Jean-Yves Gauchet, que testou o poder do ronrom – o som emanado pelos gatos quando estão em repouso – em 250 voluntários, submetidos a uma gravação de 30 minutos do ruído de Rouky, o gato do veterinário. Ao fim do estudo, os participantes declararam sentir mais bem-estar, serenidade e uma facilidade maior para dormir.

O poder tranquilizante dos felinos foi o porto seguro da gerente comercial Cris Sakuraba, 46 anos. “Não desmerecendo o medicamento, mas minha gatinha mudou minha vida”, diz. Cris sofria de ansiedade, stress, depressão e agorafobia (medo de espaços abertos ou aglomerações), doenças que estavam minando sua qualidade de vida.“Agora estou 95% curada dos problemas.” A gatoterapeuta Marisa Paes afirma que é capaz de fazer até quem não gosta dos bichanos se beneficiar da presença deles. “Mesmo quem tem medo de gato me procura. Comigo como mediadora, a pessoa vai se desbloqueando”, afirma.

Os tratamentos terapêuticos envolvendo animais começaram a ser desenvolvidos no Brasil no começo da década de 50, pela psiquiatra Nise da Silveira. O tratamento foi uma alternativa com resultados palpáveis às terapêuticas agressivas, como lobotomia e eletrochoque. “Com o gato ronronando no colo, por exemplo, a pessoa desacelera, pois ocorre a mudança de frequência das ondas cerebrais do estado de alerta para o relaxamento”, diz Hannelore Fuchs, doutora em psicologia e especialista na relação do ser humano com o animal. Faz sentido. A frequência do ronrom é entre 25 e 50 hertz, a mesma utilizadas na medicina esportiva para acelerar cicatrizações e recuperar lesões.

No ano passado, a gigante de tecnologia Apple lançou em parceria com o veterinário Gauchet um aplicativo para iPhone que usa o ronrom para amenizar os efeitos que a diferença de fuso horário em viagens provoca. Um estudo de 2008 da Universidade de Minesota, nos Estados Unidos, mostrou que um bichano em casa reduz em até 30% o risco de ataque cardíaco, por ajudar a relaxar e aliviar o stress. Só não pode ser alérgico a pelos.

Fonte: Terra/Istoé

Data: 06/02/2010

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

CatNews: "Gato-robô" da Inglaterra tem 1ª prótese de joelho do mundo

Gata Missy, 8 anos, recebeu uma prótese de metal, com 7 cm de comprimento,
que funciona como os ligamentos do joelho destruído após um atropelamento

Um gato se tornou o primeiro felino do mundo a receber uma prótese artificial de joelho após ter sido atropelado por um carro em Petworth, no condado de West Sussex, na Inglaterra. Depois de encontrar o animal perto da morte, veterinários obtiveram sucesso em uma cirurgia pioneira de reconstrução dos membros em que implantaram uma prótese especial de aço. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Missy, 8 anos, também chamada de "gato-robô", teve fraturas em duas pernas - uma delas quebrada em oito lugares. Ela foi encontrada ferida por seus proprietários dois dias após um sumiço. Segundo o veterinário Noel Fitzpatrick, "a colocação de um joelho artificial em gatos jamais havia sido feita".

Fitzpatrick disse que a prótese, com 7 cm de comprimento, é feita de duas peças de aço inoxidável unidas por um mecanismo articulado ligado ao ossos da coxa e da tíbia, de modo a substituir os ligamentos do joelho.

"A coisa mais difícil da operação foi criar os implantes em miniatura e combinar as articulações de movimento para permitir que o gato caminhe, corra e salte, como a espécie gosta de fazer", afirmou. "Um paciente humano com uma substituição do joelho, provavelmente, ande e talvez até possa correr, mas raramente poderá saltar, disse.

Após doze semanas de tratamento, Missy passa bem e já está em casa para receber o carinho dos seus proprietários.
Publicado por: Terra
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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

CatNews: ONG ajuda gato de 10 quilos a entrar em forma


A clínica veterinária britânica PDSA lançou uma competição para ajudar os animais acima do peso. Os participantes - cinco cachorros e quatro gatos - terão que fazer dieta e exercícios físicos para melhorar suas condições de saúde.

Um dos participantes é o "Socrates", um gato de cinco anos que pesa 124% acima do normal. Durante 100 dias, o comilão terá que deixar de lado as comidas favoritas, entre elas queijo e chips de cebola, para comer ração e, assim, atingir a meta.
O dono de Sócrates, Bill Duncan, de 52 anos, começou a notar que seu gato não se movimentava mais e o levou ao veterinário. “Como ele é muito peludo e de uma raça grande, não achei que estivesse tão acima do peso”.

Depois da consulta, o dono ficou sabendo da competição e o inscreveu. Escolhido, ele terá que perder 5,5 quilos até o dia 30 de janeiro de 2010, com uma dieta de 50g por dia - a metade do que ele comida antes.“Agora quando coloco a comida no pratinho dele ele fica me olhando como se estivesse perguntando: só isso?”, contou Duncan para o jornal inglês “Daily Mail”.

Na competição, o segundo lugar é de June Cartwright, um gato 86% acima do peso e o terceiro é de Chumlie Bear, 76% mais gordinho.
Fonte: Band
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terça-feira, 24 de novembro de 2009

CatNews: Gato é devolvido aos donos depois de três anos desaparecido na Austrália

Um gato foi devolvido aos donos depois de três anos desaparecido na Austrália. O animal estava a 3,8 mil quilômetros de casa e foi identificado por um microchip. Clyde tinha apenas um ano quando desapareceu da fazenda da família Phillips, na Tasmânia. Ele foi encontrado por uma enfermeira que vive em Cloncurry, no interior de Queensland. Ao cuidar do gato, um veterinário descobriu um microship. Dentro havia a informação do animal, que foi levado de avião para casa. Os donos acham que o gato pode ter subido num caminhão que deixou a propriedade e seguiu para o Norte.

Clique aqui para ver o vídeo
Fonte: Band
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

CatNews - Gato de 47 centímetros vai para o Guinness Book

Magic Scarlett, de 43 centímetros, é o novo gato mais comprido do mundo. Da raça A1 Savannah, Magic bateu o recorde do Guinness Book. Ele é o gato domesticado mais alto do ombro até a calda.Com pelo bege e manchas pretas, o animal de 18 meses também espera a classificação como o gato mais alto do focinho até a cauda. "Estamos muito felizes", disse a proprietária Kim Draper, dona da loja ‘Savannah Cat Shoppe’.Segundo os donos, a raça de Magi Scarlett é companheira, inteligente e amorosa. Devido a essas características, Kim conta que a raça está se tornando popular na Califórnia. "Eles são animais ativos, gostam de jogar, de estar perto de seus proprietários e familiares”, disse Kim em entrevista ao jornal inglês "Daily Mail".




Publicado por: Eband

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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

CatNews: Pessoal de Floripa/SC - Olhem que notícia boa


A Coordenadoria de Bem Estar Animal de Florianópolis avisa que oferece gratuitamente esterilização para cães e gatos. Para poder fazer a operação sem custo, o dono do animal que vai ser esterilizado precisa ter renda máxima mensal de até três salários mínimos (R$ 1395) e morar em Floripa. Mais informações pelo telefone fone (48) 3237-6890 ou no site www.pmf.sc.gov.br/bemestaranimal.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

CatNews: Onças e Gatos Selvagens "invadem" a cidade e deixam a impressão de que são numerosos

Um rosnar diferente, um miado, uma movimentação no alto de uma árvore. Num canto mais escondido, em meio à vegetação, passa um vulto rápido e logo vem o susto e o alarme. É uma onça em plena cidade! Uma jaguatirica acuada no banheiro da casa! Um gato-do-mato preso no quintal!

Os cachorros ficam agitados, a multidão se reúne, logo surge um cordão de isolamento. E entram em ação os bombeiros, policiais ou fiscais de órgãos ambientais, tentando intermediar o encontro inusitado.

Em nome da população, sempre aparecem palpiteiros voluntários, ressaltando o perigo da proximidade, o medo do ataque às crianças, a violência do bicho. Bem mais raras são as vozes em defesa dos felinos encurralados, capazes de apontar os riscos para os animais por estarem em zona urbana; o medo estampado nos olhos deles e a violência das capturas improvisadas, que vez por outra resultam na morte do felino.

Só entre janeiro e junho de 2004, o Centro Nacional de Pesquisa para a Conservação dos Predadores Naturais (Cenap/Ibama), registrou sete ocorrências de felinos em áreas urbanas. Seis envolveram sussuaranas, caso de Paranavaí, no Paraná; Atibaia e Sorocaba, em São Paulo; Sacramento, Caldas e Uberaba, em Minas Gerais.

O outro caso foi de uma onça pintada, que se perdeu em Manaus (AM). Os encontros com felinos menores como a jaguatirica, que em abril entrou no banheiro de uma casa, em Araçoiaba da Serra (SP) - nem sempre entram nas estatísticas do centro especializado do Ibama. Mas não deixam de fazer as manchetes dos jornais, muitas vezes alimentando indevidamente uma imagem de ferocidade.

O aumento dos registros de felinos em áreas urbanas dá a falsa impressão de que existem onças demais ou que elas ficaram mais ousadas, devido à proibição da caça. Na verdade, essa aproximação é conseqüência da redução brutal do ambiente natural dos grandes predadores, seja por desmatamento para exploração de recursos naturais, transformação de cerrados e matas em cultivos e pastagens, construção de estradas ou expansão urbana.

Em outras palavras, não são exatamente as onças que têm ido às cidades, as cidades é que estão invadindo os territórios delas. Em áreas rurais, os encontros entre homens e felinos são bem mais numerosos e as estimativas menos confiáveis. Algumas pessoas resolvem a questão por conta própria: caçam e matam ilegalmente as onças e gatos silvestres e, portanto, não comunicam o fato.

Outras pessoas convivem sem problemas com essa proximidade e também não registram os encontros. As notificações só chegam ao Cenap quando os felinos são suspeitos de atacar animais domésticos ou se aproximam demais de áreas habitadas. De 1996 a 2003, o Cenap teve 470 dessas notificações de contatos entre felinos e humanos, das quais só 2 a 3% são de onças em zonas urbanas.

"De forma geral, esses animais não representam risco para a população", assegura Ronaldo Morato, especialista do Cenap. "Eles são solitários, noturnos e tendem a evitar a presença humana. Em caso de encontro, é só fazer barulho, gritar, bater palmas, soltar rojões e abrir um caminho para a fuga, que eles vão embora.

“Entrar em área urbana é um erro de percurso para uma onça, uma situação que deixa o animal tão assustado, com tanto medo quanto as pessoas”. Segundo Morato, nos últimos dez anos, não há relatos de acidentes em que onças pardas ou outros felinos menores tenham atacado seres humanos. Mesmo a onça pintada, maior carnívoro das Américas, prefere escapar a enfrentar o homem e só ataca se acuada.

No Brasil, não existem 'onças comedoras de gente' como acontece em alguns locais da Ásia e África com tigres e leões, embora a oportunidade tenha transformado alguns indivíduos em 'comedores de animais domésticos'. E mesmo estes são exceções, considerando a freqüência com que os felinos circulam junto a áreas habitadas e a quantidade de casas e comunidades isoladas no meio da floresta, com criações no quintal, sobretudo na Amazônia, Pantanal e mesmo nos grandes fragmentos remanescentes de Mata Atlântica.

Para os especialistas, a explicação é simples: seres humanos não são tidos como presas por nenhuma das 8 espécies de felino que ocorrem aqui. São, antes, predadores e, como tal, devem ser evitados. É o que as fêmeas ensinam aos seus filhotes, nos 8 a 12 meses em que andam juntos, após o nascimento. Cada espécie de felino tem uma preferência alimentar e nenhum deles gasta a preciosa energia empregada em um ataque por outro motivo, que não seja para comer ou se defender. O único predador que ataca e mata aleatoriamente é o próprio homem.

As onças pintadas costumam predar capivaras, veados, pacas, queixadas e catetos. As sussuaranas também atacam presas menores, como mãos-peladas, gambás, caxinguelês e ratos. As jaguatiricas conseguem driblar os espinhos de ouriços-cacheiros, podem predar macacos, saguis ou tamanduás-mirins e têm especial predileção por marrecos e patos. Os diversos tipos de gatos selvagens caçam passarinhos, pequenos répteis e roedores.

E a quem acha que predadores carnívoros são cruéis e dispensáveis, vale lembrar os atuais problemas com a proliferação sem controle de capivaras, justamente uma das espécies predadas por onças. Elas estão por toda parte e, apesar de simpáticas, estão em desequilíbrio e em alguns locais viraram questão de saúde pública por funcionarem como vetores de doenças, como a febre maculosa, transmitida pelo carrapato estrela.

Os predadores de topo de cadeia alimentar, como os felinos, têm a função natural de manter o equilíbrio das populações de suas presas tradicionais e costumam se manter fiéis a seus hábitos alimentares. Essa relação só muda quando os felinos já não conseguem encontrar seu alimento preferido ou quando as criações se tornam mais disponíveis do que as presas silvestres tradicionais.

"A quem quer manter os felinos à distância recomendamos alguns cuidados básicos, como armazenar lixo em lugar tampado para não atrair animais que possam ser presas da onça", explica Ronaldo Morato, que inclui ratos e gambás entre essas presas. "Quem tem criação, deve manejar os animais domésticos, levar toda noite para um local fechado. Um cavalo ou cabra, preso numa corda, ao relento, é fácil demais para uma onça. Se for próximo de uma mata, então, é um chamariz".

Devido à expansão contínua da ocupação humana, os territórios originais de caça dos felinos têm sido fragmentados, empurrando-os para perto dos animais domésticos e das áreas urbanas. Onças e gatos silvestres são territorialistas. Cada macho delimita uma área por onde circula e caça.

Um macho de sussuarana pode precisar até de 140 km2, se o alimento for escasso. Em média, ocupa de 35 a 40 km2. É a espécie que melhor tolera viver perto do homem, por ser mais flexível quanto ao ambiente que ocupa, adaptando-se bem tanto a matas como à vegetação aberta. Além das pardas, também o gato mourisco ou jaguarundi tem se aproximado bastante das áreas habitadas, embora quase não seja percebido porque tem o pelo escuro, sem manchas, e, à noite, passa por um gato doméstico bem nutrido.

Encurralados pela proliferação de estradas; pela falta de territórios livres, de matas e de vegetação nativa; pela escassez de presas naturais; pela poluição das águas e pelas doenças transmitidas por animais domésticos, os felinos têm sido os grandes perdedores do confronto. Para a população das cidades, no entanto, essa ótica não consegue prevalecer sobre o pânico e a falsa imagem de violência gratuita projetada sobre as 'feras'.

De acordo com a veterinária Cristina Harume Adami, coordenadora do Centro Brasileiro para a Conservação de Felinos Neotropicais, com sede em Jundiaí (SP), existem poucos felinos viáveis para um programa adequado de reprodução em cativeiro no país. As sussuaranas e onças pintadas são as espécies mais numerosas em zôos e centros de conservação, mas muitas delas estão obesas devido ao trato inadequado e já não se reproduzem. Existem cerca de 230 pintadas e 200 sussuaranas em cativeiros oficiais. A população disponível dos pequenos felinos é ainda menor: são menos de 130 jaguatiricas; cerca de 100 gatos-do-mato; 100 gatos-do-mato-pequenos, 70 jaguarundis e 40 a 50 maracajás. O mais raro de todos é o gato-palheiro com apenas 15 exemplares, entre o zôo de São Paulo e o Centro dos Felinos Neotropicais, em Jundiaí.

Apesar da necessidade de adequar a população de cativeiro para a manutenção da diversidade genética de cada espécie, na maioria dos encontros entre felinos e humanos que terminam em resgate os animais voltam a ser soltos. Após tomar as medidas, tirar sangue para análises e marcar o animal, os especialistas do Cenap procuram encontrar uma área protegida capaz de abrigá-los. A vida livre ainda é a melhor garantia contra a extinção, ainda que em territórios cada vez mais apertados.

Quem são os felinos brasileiros?

Onça pintada
(Panthera onca)
Ocorre do sul dos Estados Unidos até a Argentina. As da Amazônia e Pantanal são maiores do que as da Mata Atlântica. Prefere matas e capões mais fechados e não se arrisca muito em áreas abertas.

Sussuarana ou onça parda
(Puma concolor)
É o mamífero terrestre de mais ampla distribuição nas Américas. Habita desde o Alasca até o sul da Argentina e Chile. A coloração da pelagem varia bastante de região para região. Adapta-se com facilidade a vários tipos de ambiente e chega mais perto das áreas habitadas pelo homem.

Jaguatirica
(Leopardus pardalis)
Vive nas matas do sudoeste dos Estados Unidos até a Argentina. Caça preferencialmente no chão, embora suba em árvores com facilidade e utilize galhos altos para se esconder ou dormir. O território de um macho adulto varia em torno de 18 km2.

Gato-do-mato
(Oncifelis geoffroyi)

Ocorre em vários tipos de florestas da Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Brasil. É bem agressivo. O acasalamento freqüentemente acontece em árvores.

Gato-do-mato-pequeno
(Leopardus tigrinus)

Vive em matas úmidas a secas até 3.000 metros de altitude, da Costa Rica e Panamá até o Brasil e norte da Argentina. É uma especie rara, o menor felino das Américas.

Gato-maracajá
(Leopardus wiedii)
Habita desde o México até o Paraguai e norte da Argentina. Tem os olhos grandes, bem adaptados para a visão noturna e sobe em árvores com grande agilidade, sendo capaz de andar sobre galhos de ré.

Jaguarundi ou gato-mourisco
(Herpailurus yaguarondi)
Ocorre entre o Brasil e o Texas, nos Estados Unidos. Consegue vi-ver próximo do homem, como a sussuarana. É importante no controle de populações de ratos, inclusive em lavouras de grãos.

Gato-palheiro
(Oncifelis colocolo)
Natural da América do Sul ocorre entre os Andes e o sul do Brasil e norte da Argentina. Não tem manchas, é marrom claro e pode ser ter o pelo longo, nas regiões mais frias.

Todas as espécies brasileiras de felinos dependem de programas de conservação para sua sobrevivência. Com exceção da jaguatirica e do jaguarundi, que têm subpopulações já consideradas ameaçadas e do gato maracajá, que não é considerado vulnerável, os outros 5 felinos entram na categoria 'próxima de ameaçada'.

Publicado por Globo.com/EPTV
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sábado, 24 de outubro de 2009

CatNews: Zoo divulga imagem de guepardo nascido em cativeiro

Filhote de Guepardo é visto junto a sua mãe no zoológico da Basiléia
EFE

O zoológico da Basiléia, na Suíça, divulgou nesta quarta-feira uma imagem de um filhote de Guepardo junto com sua mãe. Segundo informações da agência Efe, as dez crias da fêmea "Msichana", de 10 anos, nasceram no dia 17 de julho. Os guepardos não se reproduzem bem em cativeiro, por este motivo, o nascimento foi muito comemorado.

O guepardo é um animal da família dos felídeos (Felidae), ainda que de comportamento atípico, se comparado com outros da mesma família. O Animal tem como habitat a savana, vive na África, Península Arábica e no sudoeste da Ásia. Físicamente, é parecido com o Leopardo. As almofadas das patas têm ranhuras para tracionar melhor em alta velocidade, e sua longa cauda serve para lhe dar estabilidade nas curvas. Cada animal pode ser identificada pelo padrão exclusivo de anéis existentes em sua cauda.

Os machos atingem a maturidade sexual a partir dos dois anos e meio ou três anos. A fêmea tem uma gestação de 90 a 95 dias. As crias podem pesar entre 150 e 300 gramas. O desmame ocorre cerca de seis meses após o parto e, entre os 13 e 20 meses passam a ter uma vida independente.
Redação Terra
09/09/2009
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Cat News: Modelo experimental pioneiro usa células intestinais de felinos para estudo da Toxoplasmose

Embora o Toxoplasma gondii seja conhecido há mais de um século, a maioria das pesquisas estuda a toxoplasmose no homem, hospedeiro intermediário do parasito.

É no gato doméstico, seu hospedeiro definitivo, que se acontecem os ciclos sexuado e assexuado de sua reprodução, garantindo sua manutenção na natureza.

Um trabalho realizado no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) buscou avançar justamente neste ponto: os pesquisadores desenvolveram um modelo inédito de cultivo in vitro de células intestinais de gato doméstico. O modelo pode ser o primeiro passo para a realização de pesquisas sem a utilização de animais adultos vivos, e pode abrir caminho para novas estratégias de controle da doença.

Como hospedeiros definitivos do parasito, os felídeos, em especial o gato doméstico, têm papel fundamental no ciclo da toxoplasmose. Em geral, são contaminados pela ingestão de carne de roedores ou de pequenas aves infectadas.

A reprodução sexuada do T. gondii acontece somente no intestino destes reservatórios, onde são produzidos os oocistos, eliminados nas fezes, contaminando água, solo, plantas e animais.

O modelo experimental é o primeiro capaz de reproduzir esse ciclo. As culturas de células intestinais de gato foram infectadas com o parasito, que evoluiu até a formação dos gametas, algo que nunca havia sido conseguido in vitro.

Para o veterinário Marcos de Assis Moura, responsável pelo estudo, entender porque o ciclo sexuado do T. gondii ocorre apenas em felídeos, pode permitir o desenvolvimento de novas estratégias de controle da toxoplasmose. "Podemos pensar em vacinas ou terapias para aplicação em gatos que interrompam o ciclo reprodutivo do parasito no gato, por exemplo" avalia o Marcos.

A pesquisa foi desenvolvida durante seu doutorado em Biologia Parasitária no Laboratório de Biologia Estrutural do IOC sob orientação das pesquisadoras Helene Barbosa e Maria Regina Amendoeira.

No homem, a toxoplasmose é assintomática em mais de 80% dos casos. Em casos de crianças congenitalmente infectadas, pode causar doença ocular, que pode levar à cegueira, além de hidrocefalia, deficiências psicomotoras ou neurológicas,e calcificação intracerebral.

Em pessoas com baixa imunidade, como pacientes com Aids ou câncer, podem apresentar quadros graves de encefalia e necrose da retina, com perda total da visão.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 50% da população mundial está cronicamente infectada pelo parasito. Sua transmissão ocorre através da ingestão de cistos presentes em carne crua ou mal-cozida, ou através de água ou alimentos contaminados pelos oocistos do parasito.

Limitações da técnica ainda precisam ser superadasEstabelecer um modelo experimental adequado que mimetize em tubo de ensaio as condições do ambiente onde os diversos estágios evolutivos do ciclo sexuado do T. gondii ocorre não foi tarefa fácil.

Após tentativas infrutíferas com gatos adultos, os pesquisadores conseguiram estabelecer o modelo a partir de células de fetos de gatos. O material é obtido a partir de fragmentos de tecido de animais doados pela Universidade Castelo Branco (UCB/RJ). O epitélio intestinal de gatos adultos tem muito contato com o meio externo, abriga diversos microorganismos e é de difícil descontaminação, enquanto o dos fetos já é descontaminado e apresenta alta capacidade multiplicativa. "Apesar de não levar em conta a interação entre o T. gondii e a fauna microbiótica do intestino do gato adulto, o modelo reproduziu adequadamente o ciclo do protozoário", argumenta Marcos. "Ele poderá servir de base para pesquisas mais complexas sobre a doença, sem a necessidade de modelos vivos - o que, além dos benefícios éticos que são evidentes, representa ganhos de logística e de capacidade de pesquisa." O modelo, no entanto, precisa ser aprimorado para que possa ser reproduzido em outros laboratórios. "Apesar de promissor, nosso protótipo tem um tempo de vida de 45 dias, depois dos quais é necessário realizar uma nova coleta e cultura de células", explica Marcos. "

Agora, é necessário aplicar técnicas de imortalização dessas células, transformando-as em uma linhagem padronizada que possa ser utilizada em outros laboratórios para o estudo do T. gondii."

Publicado por: ABN

28/07/2009
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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Religiões oferecem tratamento espiritual para animais de estimação


A Associação Espírita Amigos dos Animais promove dois encontros semanais voltados aos "melhores amigos dos homens". "Temos relatos de curas de pets em estado grave ou em que o veterinário havia dado o animal como desenganado", afirma Silvia Nogueira, diretora da Asseama, instituição que se diz pioneira nesse tipo de atendimento.

Segundo a crença kardecista, todos os seres são espíritos em evolução que passam por todos os reinos - animal, vegetal e mineral. "Por isso, as sessões também servem para que eles compreendam melhor sua passagem pela Terra e se preparem para desencarnar", explica Silvia.

Hoje, algumas denominações religiosas e seitas abrem suas portas para a busca do bem-estar físico e espiritual dos bichinhos. No templo de umbanda Caridade É Amor, há quatro meses acontecem reuniões mensais com o objetivo de dar passes espirituais nos pets.

A médium Juliana da Costa Venezi, 26, enfatiza que faz parte de uma linha da religião africana que não aceita o sacrifício de animais. "Há quem confunda, mas na umbanda pura e correta não há sacrifício de nenhum ser. Os animais são respeitados como espíritos de luz em evolução."
Bem distante de outros rituais, nos quais o sangue derramado de animais é visto como uma forma de agradar aos seres superiores ou como um meio de obter graça, perdão e salvação.

Segundo Juliana, as doenças, muitas vezes, são fruto de cargas negativas absorvidas pelos bichos. A médium diz que cabe aos "tutores" - ninguém é dono dos animais, conforme a crença - identificar a necessidade de tratamento espiritual.

Para que a bênção seja efetiva, os donos dos pets devem obedecer a algumas regras. Assinam um termo de responsabilidade, declarando estar cientes de que o tratamento espiritual não substitui o veterinário. Todos se comprometem a não ingerir nenhum tipo de carne ou bebida alcoólica no dia do trabalho. O alimento carregaria energia negativa. Antes de iniciar o ritual, é realizada uma palestra de 15 minutos.

A cerimônia é rápida. Depois das orações iniciais, é feito um círculo com um ponto no centro. Os médiuns, então, incorporam as entidades. Um a um, os animais são levados ao centro da roda, onde recebem o passe.

Caso o quadro de saúde seja tão grave que não permita que o pet seja transportado ao local, os médiuns aceitam fotografias no ritual. "Não é oferecido nenhum remédio, esse é um tratamento alternativo aberto a qualquer um, inclusive a membros de outras religiões", afirma Juliana.

Frequentadora do centro, a empresária Marilda Torres Antônio, 57, acredita que os animais absorvem as más energias. Assim que soube das sessões, levou o schnauzer Dick para o encontro. "Ele estava sem comer, meio estranho", conta. "Depois do passe, melhorou imediatamente."

A empresária também é "tutora" de Paulie, um cocker spaniel. A dupla, geralmente agitada, fica quietinha durante a sessão. "Parece que a energia emanada pelas médiuns entra direto neles."
A exemplo do centro de umbanda, os médiuns espíritas são todos vegetarianos e procuram nos livros de Alan Kardec a base para a cerimônia com os bichos. Também pedem abstinência de carne e bebidas alcoólicas no dia do encontro. Os donos dos animais são entrevistados, assistem a uma palestra e depois seguem para a câmara de passe.

Laços fortes

Para o padre Edinez Paulo da Silva, 41, da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Taboão da Serra, ainda é cedo para afirmar que há mais espaço para os bichos nos rituais religiosos. No entanto, ele assinala que a procura por ajuda espiritual é mais uma prova de como os homens estão cada vez mais apegados aos pets.

"São muitos os lares onde um cachorro ou um gato é colocado no lugar de uma pessoa", afirma.

"Não são poucos os que criam um laço afetivo forte, pensando neles como se fossem gente, com alma e sentimentos."

A tese é confirmada pelo também padre Alessandro Carvalho de Faria, 34. O sacerdote realiza uma bênção para animais no dia de são Francisco de Assis, padroeiro dos animais, em 4 de outubro.

"A Bíblia nos diz que os animais foram criados para a convivência com o ser humano", explica. "Por isso, as orações que fazemos são para que eles cumpram com o papel que lhes foi dado na criação, seja o de ajudar nas tarefas do dia a dia, seja o de fiel amigo."
A cerimônia é realizada na porta da igreja. O religioso não tem nenhuma restrição quanto à entrada dos animais no recinto, mas prefere dar a bênção na entrada do templo. "Apesar de rápido, o ritual gera muita agitação. Recebemos cães, gatos, peixes, iguanas, coelhos e até cavalos", afirma. É lido um trecho do livro de Gênesis, que fala sobre a criação e convivência harmoniosa entre as criaturas de Deus. Na sequência, são feitas as orações de bênção.

O segurança Carlos Augusto Coelho, 25, é devoto de são Francisco. Ele conta que herdou a prática do avô, que levava os cavalos para serem abençoados pelo padre. "São diversas as datas em que eu cuido da minha alma, buscando força para as dificuldades", diz. "É justo que eu reserve um dia no ano para o meu melhor amigo." O companheiro, em questão, é Nestor, um gato que encontrou na rua.

Independentemente do credo, a fé é o que une esses donos de animais. A dentista Maria Hermínia Alves Bittencourt, 50, pediu orações para a fox paulistinha Tininha na igreja evangélica Monte Hebron, onde é pastora.

Apesar de não realizarem nenhum culto específico para os pets, os membros da igreja intercederam quando a cadela sofreu um acidente. "Ela foi atropelada e ficou bastante debilitada", relata a dona. "Na mesma noite havia uma vigília na igreja. Eu fiquei em casa cuidando da Tininha, mas a comunidade orou por ela e já no dia seguinte minha paulistinha estava melhor."

Os ritos e crenças variam, mas uma ponderação é comum: o tratamento espiritual não substitui o veterinário.
Para quem quiser mais informações, seguem os links das associações abaixo:
Asseama (Associação Espírita Amigos dos Animais)
Quando: São dois encontros semanais: quinta-feira, das 15h às 19h, e sexta-feira, das 19h às 21h30
Onde: Rua Manoel de Moura, 63, Jaçanã, tel. 3534-3643
Templo de Umbanda Caridade É Amor
Quando: Realiza um encontro por mês
Onde: Av. Mutinga, 3.377, Pirituba, tel. 3906-0727 Para saber mais: http://www.templocaridadeeamor.com/
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Quando: Bênção em 4 de outubro, dia de são Francisco
Onde: Rua Borges Lagoa, 1.209, Vila Clementino, tel. 5576-7914
Publicado na Folha Online em 17/08/2009
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Robôs-gatos podem cuidar de idosos britânicos


LONDRES - Gatos mecânicos e outras engenhocas podem fazer companhia a idosos britânicos dentro de três anos, caso a sociedade seja convencida a fazer esse tipo de experiência com robôs.

Um relatório da Real Academia de Engenharia, publicado nesta quinta-feira, mostra que soldados-robôs e dispositivos cirúrgicos estão sendo rapidamente desenvolvidos, mas que o debate ético e jurídico está ficando para trás. "Isso não se restringe pelas possibilidades tecnológicas tanto quanto pelo desejo de fazer -- e isso está vinculado a todo tipo de fatores sociais", disse o professor Will Stewart, da Universidade de Southampton, que contribuiu para o relatório. Além de criar mascotes-robôs, seria possível também automatizar babás, terapeutas e companhias sociais e até mesmo sexuais, segundo o relatório.

Como os idosos devem constituir cerca de metade da população britânica até 2020, os robôs também poderiam ajudar a cuidar da saúde desse grupo. "Não é um substituto completo para uma ligação semanal do seu filho. O que se quer é uma atenção contínua, e isso é muito difícil", disse Stewart.

Um mascote robótico poderia disparar um alarme em caso de acidente, monitorar o conteúdo da geladeira e alertar o morador idoso a desligar a calefação quando for necessário. Mas há desafios éticos, como a possibilidade de que os robôs levem a um maior isolamento dos idosos. Também seria preciso regulamentar a grande quantidade de dados armazenados nesse tipo de monitoramento. "Nossas estruturas jurídicas e pensamento ético ainda não estão na era da automação", disse Chris Elliott, que colaborou na parte jurídica. "Eles têm de alcançar (o novo estágio) para que nossa segurança e qualidade de vida possam se beneficiar de sistemas autônomos."

Se os obstáculos éticos e jurídicos forem superados, alguns sistemas robóticos poderiam ser disponibilizados dentro de um ou dois anos, enquanto sistemas portáveis com uso prático levariam cerca de três anos. Quando estiverem plenamente desenvolvidos, os mascotes robóticos poderiam oferecer aos britânicos um serviço semelhante ao de um enfermeiro de carne e osso. "Estamos tentando oferecer a todos os tipos de serviço que os ricos teriam tido há 50 anos", disse Stewart.

(Editing by Steve Addison)
FARAH MASTER - REUTERS
Publicado no Estadão em 20/08/2009
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