segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Os Gatos de Steilen

THEOPHILE-ALEXANDRE STEINLEN(1859-1923) nasceu em Lausanne, Suíça. Aos 22 anos de idade mudou-se para Paris para perseguir uma carreira nas artes, se estabelecendo em Montmartre. Sua carreira de cartaz começou em 1885 e produziu um número de imagens memoráveis fazendo seu ponto com clareza e introspecção. Seus desenhos refletem uma compaixão com os pobres, menos favorecidos, e para todas causas que apontam os valores simples do ser humano. Freqüentemente usou a própria família em projetos de cartaz: sua esposa, filha, mesmo os gatos da família são mostrados repetidas vezes, sempre com ternura e orgulho.




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domingo, 6 de setembro de 2009

Rinotraqueíte viral felina (RVF) e a Calicivirose felina (CVF)

A rinotraqueíte viral felina (RVF) e a calicivirose felina (CVF) são as doenças respiratórias mais prevalentes dos gatos, cujos sinais clínicos freqüentemente se confundem e, por vezes tornam-se indistinguíveis, em função disso, são reunidas num mesmo grupo, referindo-se ao complexo respiratório viral felino (CRVF).

Os sintomas principais dos gatos com infecção aguda pelo FHV-1 são febre (40°C ou mais), blefarospasmo, espirros, tosse, meneios da cabeça, secreção nasal e ocular, intensa sialorréia, anorexia e prostração.
Os espirros são esporádicos inicialmente, tornando-se cada vez mais freqüentes e paroxísticos. A secreção nasal mucopurulenta provoca a oclusão das vias aéreas superiores, de forma que o animal perde o olfato e passa a respirar com a boca aberta. O apetite vai diminuindo até cessar. A tosse é uma manifestação da laringotraqueíte. A moléstia clínica persiste no mínimo por 10 a 20 dias.

A glossite induzida pelo FHV-1 ocorre em gatos com RVF grave. As afecções orais são lesões freqüentes e características da CVF, que surgem de forma isolada ou em associação com outras formas da doença. As úlceras localizam-se geralmente na língua, palato, ângulo da mandíbula, na extremidade do focinho, e raramente, na pele, espaços interdigitais e coxins plantares. Tal alteração leva à dor intensa e à salivação profusa nos animais enfermos, motivo pelo qual eles relutam em ingerir qualquer tipo de alimento. Os animais perdem peso e desidratam facilmente, ficando suscetível às infecções bacterianas secundárias.
A secreção ocular ocasionada pelo FHV-1 é de caráter seroso inicialmente, evoluindo para secreção mucopurulenta; observa-se, então um edema conjuntival, blefarospasmo. As complicações oculares podem evoluir a vários estágios, o que inclui sinais clínicos como a ceratite intersticial, ceratite ulcerativa superficial ou profunda com descementocele, e até uma ruptura do globo ocular com perda da visão uni ou bilateral.

A infecção dos ductos lacrimais pode levar a formação de cicatrizes e oclusão dos mesmos, ocorrendo umedecimento persistente uni ou bilateral da face, causado pelo lacrimejamento; pode ainda ocorrer ceratoconjuntivite seca, embora rara no gato em decorrência da RVF. Em filhotes jovens, conjuntivite severa e ulceração na córnea concomitante resultam em simbléfaro com adesão da conjuntiva à córnea. A presença de cicatriz no epitélio corneano pode ocasionar em uma aderência entre a íris e a córnea.

O aborto pode ser uma conseqüência da infecção aguda em uma fêmea prenhe não imunizada contra FHV-1 por vacinação prévia ou por exposição natural.

Na infecção crônica pelo FHV-1, os gatos adultos podem demonstrar sinais de afecção respiratória através de espirros esporádicos e secreções nasal e ocular. A rinite e a sinusite dos seios frontais são complicações associadas ao portador crônico de RVF, em conseqüência das lesões no epitélio.

Os sinais típicos da infecção aguda pelo FCV nos gatos são: febre, anorexia, ulcerações na língua, palato e filtro nasal, periodontite, espirros, rinite, conjuntivite e secreção nasal e ocular leves. A sintomatologia do trato respiratório é variável, porém geralmente menos severa do que a RVF; a afecção nasal é branda, apresentando apenas espirros e pouco corrimento nasal. Em adição a isso, o felino acometido pelo FCV pode apresentar conjuntivite, secreção ocular serosa e quemose brandas e ainda blefarospasmo.

Os sinais clínicos dos gatos portadores crônicos do FCV são periodontite com perda precoce dos dentes, particularmente os incisivos, e escassa secreção nasal e ocular.

O controle efetivo do CRVF em populações felinas depende de uma combinação de programas de vacinação estrategicamente aplicados; da segregação dos animais por faixa etária, minimizando a exposição dos animais mais novos e susceptíveis aos eliminadores potenciais do vírus, como os gatos portadores assintomáticos; além da manutenção de um ambiente físico com baixa densidade populacional, limpo e ventilado, evitando a concentração do microrganismo.

O programa de vacinação deve ser direcionado a abranger um maior número de animais possível dentro de uma população, contudo estes animais não devem ser vacinados com uma freqüência maior do que a necessária e a imunização devem ser somente contra os agentes infecciosos que demonstram um risco real e conseqüente evolução das doenças. Os filhotes com idade inferior a 16 semanas são mais suscetíveis ao desenvolvimento da forma severa do CRVF, portanto, eles representam o principal alvo no programa de vacinação. A imunidade maternal pode perdurar por não mais que 5 a 6 semanas para RVF e 7 a 8 semanas para o CVF.

A vacina ideal contra um agente respiratório deve ser segura, não deve induzir efeitos colaterais indesejáveis, deve propiciar completa proteção contra a doença clínica quando da agressão pelo vírus de campo, e deve ainda prevenir o desenvolvimento do estado portador, quando administrada antes que tenha ocorrido a exposição natural. Infelizmente, não existe atualmente tal vacina, assim sendo, a vacinação contra o CRVF precisa ser vista como uma proteção contra a enfermidade na forma severa, e não como uma proteção contra a infecção.

As vacinas contra RVF e FCV comercializadas são do tipo vírus inativado (VI) ou com vírus mortos, ou do tipo vírus vivo modificado (VVM) ou atenuado, administradas por via parenteral. As vacinas utilizadas no CRVF são combinações, visando à proteção dos gatos contra o vírus da RVF, CVF, panleucopenia e, em alguns produtos, atuando também contra os antígenos, da clamidiose felina, da leucemia viral felina ou da raiva.

Essas vacinas conjugadas são geralmente liofilizadas, pois deste modo são bastante estáveis e, após a sua reconstituição devem ser prontamente utilizadas.

Há ainda, a vacina de VVM de uso tópico em forma de gotas, que são instiladas por via intranasal ou ocular, porém até o presente momento não está disponível no mercado brasileiro.
As vantagens do uso das vacinas com o vírus atenuado é que elas levam a um grau e duração da imunidade similar a que é induzida por uma infecção natural, sendo desta maneira mais rápida e durável. Devido aos vírus vacinais serem vivos, uma única dose é ampliada pela replicação no hospedeiro envolvido.

A replicação viral promove uma estimulação antigênica persistente de anticorpos protetores e resposta imune celular.

As vacinas com o vírus atenuado podem ser administradas também pela via natural de infecção, ou seja, nasal ou ocular, conseqüentemente induzindo uma imunidade local, revelada pela produção de IgA. Elas são ainda estimulantes mais eficientes da resposta imune celular local e sistêmica.

Em virtude das vacinas atenuadas promoverem um rápido desenvolvimento da imunidade, elas têm uma vantagem distinta no controle de surtos, onde um grande número de animais está envolvido. A desvantagem é a replicação no hospedeiro, causando infecção e, considerando a habilidade do vírus vivo em se multiplicar, há a possibilidade de reversão de sua virulência. A vantagem da vacina com o vírus inativado é a segurança. O vírus inativado não se replica no hospedeiro e, posteriormente, elimina-se a probabilidade de reversão de virulência ou a inclusão de vírions patogênicos na vacina. As vacinas inativadas são as mais indicadas para as gatas prenhes e nos felinos imunossuprimidos pela infecção pelo vírus da imunodeficiência felina. Contudo, as vacinas com o vírus inativado induzem a uma proteção curta, sendo necessárias várias aplicações, e os intervalos das revacinações são mais curtos.

O protocolo vacinal adotado pela maioria dos profissionais e recomendado pelos fabricantes, consiste na aplicação da primeira dose de vacina na 8a semana de idade por via parenteral, e uma segunda dose após três a quatro semanas, seguida de reforço anual. Todavia, ultimamente tem se sugerido uma mudança no protocolo vacinal, sendo que após o primeiro reforço anual, as próximas imunizações teriam um intervalo entre doses de três anos. Na verdade, tal mudança é suportada pela teoria de que os produtos biológicos utilizados atestam titulações de anticorpos suficientes para proteger os felinos contra o vírus da RVF, CVF e panleucopenia por mais de três anos. Sendo que, estes títulos de anticorpos declinam de forma gradual ao longo do tempo. Além disso, a memória imunológica contra estas doenças permanece por 7 anos nos felinos vacinados.

Em 1998, um protocolo vacinal para a população de baixo a moderado risco de contrair infecção pelo FHV-1 e FCV foram preconizados, e se baseia na idade do animal à primeira visita ao veterinário. Caso o animal apresente idade inferior a 12 semanas, a primeira dose da vacina, aplicada neste momento, e é seguido por outras doses administradas com intervalo de três a quatro semanas até o animal atingir a idade de 12 semanas; a dose de reforço é realizada 1 ano depois e, então, o intervalo passa a ser de 3 anos, tanto para vacinas de VVM quanto para vacinas de VI . Caso o animal se apresente à primeira visita ao veterinário com idade superior a 12 semanas, este recebe apenas uma única dose de vacina de VVM, ou uma dose de vacina de VI e uma segunda dose é repetida após 3 a 4 semanas, e então o reforço é administrado após 1 ano, quando o intervalo passa, novamente, a ser de 3 anos.

Tal surpreendente mudança no protocolo vacinal vem gerando discussões na comunidade científica, onde se questiona sobre o aumento no intervalo vacinal, visto que a vacina não possui 100% de eficácia, além disso, a imunidade reduz consideravelmente com o passar do tempo.

Outro aspecto a se considerar é o enorme potencial enzoótico destas enfermidades, além do risco que as populações de gatos errantes causam frente à disseminação das doenças. Atualmente no Brasil, não possuímos informações e pesquisas sobre a incidência e prevalência do CRVF, que nos dê suporte para implantação de um intervalo vacinal tão longo. E, devemos considerar o instinto compulsivo dos donos de gatos na aquisição de novos animais, onde uma população de baixo a moderado risco passa para uma população de alto risco.

As principais medidas de controle em abrigos e criatórios baseiam-se nos seguintes fundamentos: quarentena, segregação, identificação e intervenção precoce, e manejo ambiental. Para a introdução de novos gatos à população, devem-se tomar algumas medidas de proteção contra a infecção pelo CRVF. Estes devem ser isolados e avaliados para possíveis sinais de enfermidade por 3 semanas ou mais e devem ser testados para o FeLV e FIV, respectivamente.

Os gatos pertencentes à colônia que apresentem sintomas respiratórios devem ser permanentemente removidos e, caso permaneçam, devem ficar em recintos separados por uma distância de 1,5 metro. É conveniente a segregação por grupos homogêneos, como o grupo de gatas adultas, grupo de filhotes desmamados e dos gatos jovens; grupo de gatos machos adultos e outro grupo somente de gatas prenhes e filhotes em amamentação. Os gatinhos provenientes de mães portadoras devem se separar precocemente das mesmas, em torno das quarta ou quinta semana, idade na quais os níveis de anticorpos maternais declinam. Os felinos que apresentam sinais de doença crônica devem ser removidos ou mantidos definitivamente separados da colônia principal, bem como aqueles positivos para a infecção pelos vírus da FeLV e/ou FIV.

São de fundamental importância nos abrigos e criatórios com doença respiratória enzoótica, a diminuição da densidade populacional e o aumento da renovação de ar no recinto, para que se reduza a concentração viral.

Outra forma freqüente de propagação dos vírus da RVF e CVF é a transmissão através das mãos dos tratadores, enfermeiros e médicos veterinários, além da presença do vírus nos utensílios como fômites e vasilhas sanitárias. Portanto, a lavagem rotineira das mãos é imprescindível no manejo dos felinos sob qualquer circunstância.A desinfecção do ambiente, bem como dos utensílios é indispensável para eliminação dos vírus. O desinfetante não pode ser irritante nem tóxico para os gatos e seres humanos. Considerando a maior resistência do FCV a alguns desinfetantes, o uso do hipoclorito de sódio na concentração de 0,2% demonstra 99% de eficácia contra este vírus. Este desinfetante é o recomendado para limpeza dos gatis, mesas ambulatoriais, comedouros, bebedouros, vasilhas sanitárias, dentre outros.
No mercado brasileiro, o alvejante denominado água sanitária possui uma concentração de 2% de cloro ativo e para se chegar à concentração eficaz para eliminação dos vírus e não irritante para os felinos, dilui-se 1 litro do alvejante em 9 litros de água. As superfícies devem ser bem secas após a desinfecção, antes que o animal seja introduzido no gatil.

Fonte: “Coletâneas em Medicina e Cirurgia dos Felinos” 2003. Editora LF livros
Gravuras : Will Rafuse
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Castração em Cães e Gatos - Mitos e Verdades

Oi pessoal. Achei esta informação importante e resolvi publica-la.

A castração é um procedimento cirúrgico, realizado em cães e gatos (tanto fêmeas quanto machos) que consiste na remoção permanente dos órgãos responsáveis pela reprodução.

Nas fêmeas são removido útero e ovários e nos machos os testículos.

Alguns proprietários ainda relutam em realizar tal cirurgia, independente dos motivos. Porém, nos dias de hoje sabemos que esse procedimento só tem a trazer benefícios para seu pet.

Se você não pretende colocar sua cadelinha ou gatinha para reprodução, comece a pensar em castrá-la!

Algumas vantagens sobre a castração:

• Previne problemas relacionados com o cio, como sangramentos excessivos, corrimentos vaginais, micção repetida, atração de machos que deixam a fêmea excitada.

• Reduz o superpopulação canina e felina nas ruas.

• Previne piometra (infecção uterina, muito comum nas fêmeas)

• Previne gestações não planejadas.

• Previne tumores de mama nas fêmeas (fêmeas castradas antes do primeiro cio raramente desenvolvem neoplasia mamária) e de próstata nos machos.

• Previne a falsa gestação (Gravidez psicológica)

• Diminui o risco de fugas dos animais, o que pode ocasionar acidentes e brigas.

• Diminui o hábito dos machos de urinar nos móveis para delimitar território.

Mitos sobre castração:

• OBESIDADE: Castração não engorda! O que ocorre é que animais castrados tendem a fazer menos exercício físico e a ingerir mais alimentos, o que deve ser feito então, é proporcionar mais atividades pro seu animal e controlas alimentação.

• DEIXAR A FÊMEA TER PELO MENOS UMA CRIA: Isso não irá acrescentar nada à saúde da fêmea, e como já citei anteriormente, quanto antes for realizada a cirurgia, menor a probabilidade de desenvolvimento de tumores mamários.

• EXISTE SOFRIMENTO DO ANIMAL: Não. A cirurgia é realizada com anestesia, é um procedimento relativamente rápido e simples e são administrados medicamentos para controlar a dor no pós operatório.
• O MACHO PERDE O INTERESSE PELA FÊMEA: Machos castrados tendem a demonstrar menos interesse por fêmeas, principalmente se castrados antes da puberdade, porém se ele entrar em contato com uma fêmea no cio pode até mesmo chegar a cruzar com ela, se que ocorra fecundação.

• CASTRAÇÃO É UMA MUTILAÇÃO: Muito pelo contrário, hoje em dia as técnicas operatórias são muito delicadas e só trazem benefícios aos animais.


Coluna da Dra. Ana Carolina Vital
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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Forever Friends














domingo, 30 de agosto de 2009

Toda Stampada (*)

Nesta semana de ausência do blog recebi muitos selinhos. Fiquei feliz de saber que fui mentora do Selo Comemorativo - 50 Seguidores. Bacana saber quando uma idéia dá certo!!!

Andei vendo q a maioria dos blogues amigos já foram presenteados. Mas vou deixar aqui para aqueles que ainda não têm, poder levar pra casa ;o).

Obrigada pelo carinho de sempre a todas as amigatas e amigatinhos que estão aqui, sempre comigo.

1. 50 seguidores do Eros - Sua amizade é tudo pra mim!
Guida, vc tb é uma amigata muito especial e mora no meu cuore!

"Um amigo verdadeiro é alguém que escuta, alguém que se preocupa, alguém em quem confiar. Alguém com quem compartilhar a vida alegremente, alguém que toca nossos corações. Eu sou tão sortudo por ter um amigo de verdade como você."

2. 50 Seguidores da Agnes, a gata da sorte - Este Blog dá muita Sorte

Ele segue com a mensagem: "UMA VIDA PRÓSPERA E CHEIA DE SAUDE, PAZ E AMOR (amor pelas pessoas e pelos bichinhos). Cibele e família, a recíproca é verdadeira e sincera. Beijos !

3. 50 Seguidores do Bicho É Tudo de Bom - Este Blog é Iluminado

Maira, vc tb é tudo de bom por aqui! Além deste selinho especial, a Maira, a Flávia e a Gateira me presentearam com o Selo "Este Blog é Viciante!!! Uau!!! Viciantes são vcs minhas queridas amigatas!


4. a Theo do Ronronices tb lançou um selinho: Castrar é um Ato de Amor

em prol da Castração e tb para agradecer a todos os amigatos que ajudaram-na com sua gatinha.
Theo, estamos aqui para o que der e vier. SEMPRE! conte conosco. Grande beijo!

(*) Stampada = (do verbo "to stamp"/ selar) "Apenas aportuguesando o termo...rs

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Borba, O Gato

Borba, o gato, e Diogo, o cão, eram muito amigos.Desde muito pequenos foram criados no mesmo quintal e, assim, foram ficando cada vez mais unidos.

Brincavam de pegador, de amarelinha e de mocinho e bandido.Essa era a brincadeira de que eles mais gostavam.Ás vezes, Borba era o mocinho e Diogo o bandido.Outras vezes, era o contrário.
Vocês já ouviram falar que duas pessoas brigam como cão e gato?Pois os nossos amigos nunca brigavam, apesar de serem realmente cão e gato.

De vez em quando, Diogo arreliava um pouquinho Borba, cantando:- Atirei o pau no ga-to-to, mas o ga-to-to não morreu-reu-reu...Mas o Borba nem ligava e eles continuavam amigos.
Quando chegou a hora de irem para escola, Diogo, que era um cão policial, resolveu estudar na escola da polícia.

Borba foi cantar a mãe:- Sabe, mamãe? Eu também vou ser policial.Dona Gata riu:- Onde é que já se viu gato policial?- Ora, mamãe, se existe cachorro policial, por que é que não pode haver gato policial?

Dona Gata explicou:- Meu filho, gatos são gatos, cachorros são cachorros.Existe gato siamês, gato angorá...existiu até aquele célebre Gato-de-Botas.Mas gato policial, isso nunca houve.

- Mas, mamãe, só porque nunca houve não quer dizer que não possa aparecer um.Afinal, é a minha vocação...

Diogo, todos os dias, trazia exercícios para fazer em casa:- Hoje eu tenho que descobrir quem é que rouba o leite da casa de dona Marocas. Você quer me ajudar?

Borba sempre queria.Mas, cada vez que ia ajudar seu amigo, arranjava uma boa trapalhada...Mas o Borba não desistia:- Sabe, Diogo?Eu tenho escutado uns barulhos muito estranhos, de noite. Deve ser algum ladrão. Vamos ver se a gente pega?

E os dois saíram, de madrugada, para pegar o ladrão...Que não era ladrão nenhum, era só o padeiro!

A mãe de Borba já estava zangada:- Vamos acabar com esses passeios no meio da noite!Criança precisa dormir bastante!

- Mas, mamãe, todos os gatos andam à noite pelos telhados.- Isso são os gatos grandes. Você ainda é muito pequeno.- Ah, mamãe, assim você atrapalha minha carreira!E Borba continuava a treinar para policial.

E explicava a Diogo:- Eu preciso reabilitar a raça felina.Em todas as histórias, os ratos são bonzinhos e os gatos são malvados. Veja os desenhos animados.Veja Tom e Jerry! É uma injustiça. Eu vou mostrar a todo mundo que os gatos são grandes homens, quer dizer, grandes gatos...

O tempo passou e Diogo recebeu seu diploma. Ganhou uma linda farda e todas as noites fazia a ronda do bairro:- PRIIIUUUUU! PRIIIUUUUU!...

Borba ainda tinha esperanças de vir a ser um policial e por isso saía sempre com o seu amigo.Uma noite, quando vinham passando pela casa do seu Godofredo, viram alguma coisa muito suspeita no telhado:

- O que é aquilo? – perguntou Diogo.- Desta vez juro que é um ladrão.- Mas eu não sei subir no telhado.Como é que eu faço?- Quem não tem cão caça com gato – disse o Borba.- Deixa que eu vou. E subiu pela calha como só os gatos sabem fazer.Aproximou-se do ladrão por trás e ...- MIAAAUUUUUU!

O ladrão levou tamanho susto que despencou do telhado, caindo bem em cima do Diogo.O Borba ainda gritou:- Cuidado, Diogo!Se ele te pega, faz cachorro-quente!

Mas o ladrão, que era o ladrão de galinhas, estava tão assustado que não conseguiu nem fugir.

- Está preso em nome da lei! – disse Diogo, todo satisfeito, pois era o primeiro ladrão que ele prendia.

Borba vinha descendo do telhado, todo orgulhoso. Toda a vizinhança aplaudia os dois amigos:- Agora podemos dormir sossegados!

Diogo levou seu prisioneiro para a delegacia e explicou, direitinho, como é que tinha prendido o ladrão.

O delegado quis logo conhecer o Borba e deu a ele uma condecoração:- Parabéns, seu Borba!O senhor daria um grande policial!

Borba piscou para o Diogo.E foi admitido na corporação, mesmo sem fazer o curso. Afinal, ele já tinha dado provas de ser um bom policial.E ganhou o cargo de guarda dos telhados.
E agora, todas as noites, enquanto Diogo vigia as ruas, Borba cuida do seu setor.

A rua deles é a mais bem guardada da cidade. Pois tem um policial na rua e um no telhado: Borba, o gato.

Autoria: Ruth Rocha
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sábado, 29 de agosto de 2009

Almofadas Novas

Queridas amigatas, olhem só as minhas mais recentes aquisições e advinhem de onde elas vieram? Do Reino Gato, é claro. A Matka nem chegou a publicar a venda porque interceptei-a no meio do caminho. Rssss... Eu sou terrível, não sou? Vocês não sabem o q estão perdendo em adquirir produtos da Matka. A moça é de um capricho na confecção. Tudo chegou aqui na terra da garoa perfumadinho. Teve até uma eco-sacolinha rosa de brinde! Eu AMADOREI tudinho. Este foi realmente feito sob encomenda!

Eu recomendo o

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sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Religiões oferecem tratamento espiritual para animais de estimação


A Associação Espírita Amigos dos Animais promove dois encontros semanais voltados aos "melhores amigos dos homens". "Temos relatos de curas de pets em estado grave ou em que o veterinário havia dado o animal como desenganado", afirma Silvia Nogueira, diretora da Asseama, instituição que se diz pioneira nesse tipo de atendimento.

Segundo a crença kardecista, todos os seres são espíritos em evolução que passam por todos os reinos - animal, vegetal e mineral. "Por isso, as sessões também servem para que eles compreendam melhor sua passagem pela Terra e se preparem para desencarnar", explica Silvia.

Hoje, algumas denominações religiosas e seitas abrem suas portas para a busca do bem-estar físico e espiritual dos bichinhos. No templo de umbanda Caridade É Amor, há quatro meses acontecem reuniões mensais com o objetivo de dar passes espirituais nos pets.

A médium Juliana da Costa Venezi, 26, enfatiza que faz parte de uma linha da religião africana que não aceita o sacrifício de animais. "Há quem confunda, mas na umbanda pura e correta não há sacrifício de nenhum ser. Os animais são respeitados como espíritos de luz em evolução."
Bem distante de outros rituais, nos quais o sangue derramado de animais é visto como uma forma de agradar aos seres superiores ou como um meio de obter graça, perdão e salvação.

Segundo Juliana, as doenças, muitas vezes, são fruto de cargas negativas absorvidas pelos bichos. A médium diz que cabe aos "tutores" - ninguém é dono dos animais, conforme a crença - identificar a necessidade de tratamento espiritual.

Para que a bênção seja efetiva, os donos dos pets devem obedecer a algumas regras. Assinam um termo de responsabilidade, declarando estar cientes de que o tratamento espiritual não substitui o veterinário. Todos se comprometem a não ingerir nenhum tipo de carne ou bebida alcoólica no dia do trabalho. O alimento carregaria energia negativa. Antes de iniciar o ritual, é realizada uma palestra de 15 minutos.

A cerimônia é rápida. Depois das orações iniciais, é feito um círculo com um ponto no centro. Os médiuns, então, incorporam as entidades. Um a um, os animais são levados ao centro da roda, onde recebem o passe.

Caso o quadro de saúde seja tão grave que não permita que o pet seja transportado ao local, os médiuns aceitam fotografias no ritual. "Não é oferecido nenhum remédio, esse é um tratamento alternativo aberto a qualquer um, inclusive a membros de outras religiões", afirma Juliana.

Frequentadora do centro, a empresária Marilda Torres Antônio, 57, acredita que os animais absorvem as más energias. Assim que soube das sessões, levou o schnauzer Dick para o encontro. "Ele estava sem comer, meio estranho", conta. "Depois do passe, melhorou imediatamente."

A empresária também é "tutora" de Paulie, um cocker spaniel. A dupla, geralmente agitada, fica quietinha durante a sessão. "Parece que a energia emanada pelas médiuns entra direto neles."
A exemplo do centro de umbanda, os médiuns espíritas são todos vegetarianos e procuram nos livros de Alan Kardec a base para a cerimônia com os bichos. Também pedem abstinência de carne e bebidas alcoólicas no dia do encontro. Os donos dos animais são entrevistados, assistem a uma palestra e depois seguem para a câmara de passe.

Laços fortes

Para o padre Edinez Paulo da Silva, 41, da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Taboão da Serra, ainda é cedo para afirmar que há mais espaço para os bichos nos rituais religiosos. No entanto, ele assinala que a procura por ajuda espiritual é mais uma prova de como os homens estão cada vez mais apegados aos pets.

"São muitos os lares onde um cachorro ou um gato é colocado no lugar de uma pessoa", afirma.

"Não são poucos os que criam um laço afetivo forte, pensando neles como se fossem gente, com alma e sentimentos."

A tese é confirmada pelo também padre Alessandro Carvalho de Faria, 34. O sacerdote realiza uma bênção para animais no dia de são Francisco de Assis, padroeiro dos animais, em 4 de outubro.

"A Bíblia nos diz que os animais foram criados para a convivência com o ser humano", explica. "Por isso, as orações que fazemos são para que eles cumpram com o papel que lhes foi dado na criação, seja o de ajudar nas tarefas do dia a dia, seja o de fiel amigo."
A cerimônia é realizada na porta da igreja. O religioso não tem nenhuma restrição quanto à entrada dos animais no recinto, mas prefere dar a bênção na entrada do templo. "Apesar de rápido, o ritual gera muita agitação. Recebemos cães, gatos, peixes, iguanas, coelhos e até cavalos", afirma. É lido um trecho do livro de Gênesis, que fala sobre a criação e convivência harmoniosa entre as criaturas de Deus. Na sequência, são feitas as orações de bênção.

O segurança Carlos Augusto Coelho, 25, é devoto de são Francisco. Ele conta que herdou a prática do avô, que levava os cavalos para serem abençoados pelo padre. "São diversas as datas em que eu cuido da minha alma, buscando força para as dificuldades", diz. "É justo que eu reserve um dia no ano para o meu melhor amigo." O companheiro, em questão, é Nestor, um gato que encontrou na rua.

Independentemente do credo, a fé é o que une esses donos de animais. A dentista Maria Hermínia Alves Bittencourt, 50, pediu orações para a fox paulistinha Tininha na igreja evangélica Monte Hebron, onde é pastora.

Apesar de não realizarem nenhum culto específico para os pets, os membros da igreja intercederam quando a cadela sofreu um acidente. "Ela foi atropelada e ficou bastante debilitada", relata a dona. "Na mesma noite havia uma vigília na igreja. Eu fiquei em casa cuidando da Tininha, mas a comunidade orou por ela e já no dia seguinte minha paulistinha estava melhor."

Os ritos e crenças variam, mas uma ponderação é comum: o tratamento espiritual não substitui o veterinário.
Para quem quiser mais informações, seguem os links das associações abaixo:
Asseama (Associação Espírita Amigos dos Animais)
Quando: São dois encontros semanais: quinta-feira, das 15h às 19h, e sexta-feira, das 19h às 21h30
Onde: Rua Manoel de Moura, 63, Jaçanã, tel. 3534-3643
Templo de Umbanda Caridade É Amor
Quando: Realiza um encontro por mês
Onde: Av. Mutinga, 3.377, Pirituba, tel. 3906-0727 Para saber mais: http://www.templocaridadeeamor.com/
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Quando: Bênção em 4 de outubro, dia de são Francisco
Onde: Rua Borges Lagoa, 1.209, Vila Clementino, tel. 5576-7914
Publicado na Folha Online em 17/08/2009
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Robôs-gatos podem cuidar de idosos britânicos


LONDRES - Gatos mecânicos e outras engenhocas podem fazer companhia a idosos britânicos dentro de três anos, caso a sociedade seja convencida a fazer esse tipo de experiência com robôs.

Um relatório da Real Academia de Engenharia, publicado nesta quinta-feira, mostra que soldados-robôs e dispositivos cirúrgicos estão sendo rapidamente desenvolvidos, mas que o debate ético e jurídico está ficando para trás. "Isso não se restringe pelas possibilidades tecnológicas tanto quanto pelo desejo de fazer -- e isso está vinculado a todo tipo de fatores sociais", disse o professor Will Stewart, da Universidade de Southampton, que contribuiu para o relatório. Além de criar mascotes-robôs, seria possível também automatizar babás, terapeutas e companhias sociais e até mesmo sexuais, segundo o relatório.

Como os idosos devem constituir cerca de metade da população britânica até 2020, os robôs também poderiam ajudar a cuidar da saúde desse grupo. "Não é um substituto completo para uma ligação semanal do seu filho. O que se quer é uma atenção contínua, e isso é muito difícil", disse Stewart.

Um mascote robótico poderia disparar um alarme em caso de acidente, monitorar o conteúdo da geladeira e alertar o morador idoso a desligar a calefação quando for necessário. Mas há desafios éticos, como a possibilidade de que os robôs levem a um maior isolamento dos idosos. Também seria preciso regulamentar a grande quantidade de dados armazenados nesse tipo de monitoramento. "Nossas estruturas jurídicas e pensamento ético ainda não estão na era da automação", disse Chris Elliott, que colaborou na parte jurídica. "Eles têm de alcançar (o novo estágio) para que nossa segurança e qualidade de vida possam se beneficiar de sistemas autônomos."

Se os obstáculos éticos e jurídicos forem superados, alguns sistemas robóticos poderiam ser disponibilizados dentro de um ou dois anos, enquanto sistemas portáveis com uso prático levariam cerca de três anos. Quando estiverem plenamente desenvolvidos, os mascotes robóticos poderiam oferecer aos britânicos um serviço semelhante ao de um enfermeiro de carne e osso. "Estamos tentando oferecer a todos os tipos de serviço que os ricos teriam tido há 50 anos", disse Stewart.

(Editing by Steve Addison)
FARAH MASTER - REUTERS
Publicado no Estadão em 20/08/2009
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Cem leões morrem anualmente no Quênia; felino pode entrar em extinção

NAIRÓBI — No Quênia, 100 leões, em média, morreram a cada ano desde 2002, informou nesta segunda-feira o Serviço Queniano da Vida Selvagem (KWS), advertindo que estes felinos podem entrar em extinção em duas décadas se nada for feito para reverter a situação.

Os fazendeiros, que matam os leões para evitar ataques aos seus animais, são os maiores responsáveis pela morte dos felinos, afirmou à AFP Paul Udoto, porta-voz da KWS, organização estatal que controla as reservas do país.

A destruição de seu habitat, as doenças e o aumento da população humana também explicam a redução do número de leões de 2.749, há sete anos, para 2.000 atualmente, disse Udoto.

"Temos que adotar medidas para estabilizar este número ou aumentá-lo. Educar as pessoas sobre a importância dos felinos no turismo é uma prioridade nos esforços para salvá-los", afirmou.

Publicado por Reuters Brasil em 18/08/2009
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domingo, 23 de agosto de 2009

Obrigada Uniqua. Vc é a 1a.Amigata que agora faz parte de meu mundo real

Olá turma querida. Já é quase fim de domingo e eu vim aqui postar um selinho cuti-cuti que a Uniqua, (mãe da Nellie que está na Italia e não vê a hora de voar para o Brasil) me presenteou. Querida, como lhe disse há pouco, torço para que façamos vários reencontros daqui por diante.

As regras são: indicar 5 blogs que você tem amizade virtual mas o carinho é real e dizer porque escolheu esses blogs. Vou presentear algumas amigatas que acredito ainda não têm este selinho. São elas:

A Luciana - Com Sal e Açucar que é super carinhosa e meiga, tem um blog super gracinha, cheio de coisas gostosas de comer e de ler.
A Drica - Gatonetes - uma amiga virtual ainda mas onde vejo que temos laços muito fortes. Sincera, linda por dentro e por fora, tem um coração enorme, generoso. Adoro esta menina
A Aninha - Anjo Gatos - uma pessoa super verdadeira, mãe da Gaby, da Peta e do Miguelzão, que sempre nos dá um pouco dela como aprendiz de anjo.
A Thiane - Reino Gato - uma menina cheia de amor em tudo o que faz: de resgate de animais a artes manuais belíssimas.
A Ju - Double Cats - mãe do Indy e do Sinatra, com um blog cheio de sapequices destes dois meninos lindos e como ela mesmo se identifica...rs...uma babona por gatos
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sábado, 22 de agosto de 2009

Que friozinho bom pra brincar...rs

Gente, estou morrendo de saudades de todos. Não imaginava que ficaria tanto tempo ausente assim do blog. Enfim, hoje estou passando aqui para deixar um abraço enorme em todos os meus amigos blogateiros, todos aqueles que por aqui passam e me deixam recados super carinhosos, todos aqueles que me acompanham já há algum tempo e àqueles que recentemente começaram me seguir. Muito obrigada por todo o carinho! Um super fim de semana e um abraço forte e cheio de carinho.
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