quinta-feira, 2 de abril de 2009

Livros e Revistas : Os Gatos Nem Sempre Caem em Pé


Subtítulo: Centenas de Histórias Fascinantes Sobre o Mundo dos Felinos

Resenha: Amados ou desprezados, os gatos fazem parte do imaginário social, pela relação ao mesmo tempo próxima e distante dos humanos. 'Os Gatos Nem Sempre Caem em Pé' reúne mais de 500 histórias e informações pouco conhecidas sobre o mundo dos felinos. São aventuras de personalidades e seus famosos gatos, dados científicos e históricos, que revelam facetas surpreendentes nesse companheiro da espécie humana.

Autor: Erin Barrett e Jack Mingo
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 208 páginas
Formato: 12,7 cm x 17,8 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 75g/m², 1x1 cor, Brochura
Peso: 198 gramas
ISBN: 85-7402-600-X
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Livros e Revistas : Astrocats



Subtítulo: Conheça seu Gato Pela Astrologia

Resenha: Seu gato é impaciente? Pode ser que ele seja de Áries. É carinhoso, mas exigente? Cuidado, você pode ter um virginiano em casa. Divertido e bem humorado, "Astrocats" ajuda você a conhecer melhor seu bichano através da astrologia. O livro contém um questionário para identificar o signo de seu gato e uma lista do que cada um gosta e não gosta, seu elemento e a compatibilidades com outros signos.

Autor: Julia Harris
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 120 páginas
Formato: 14,7 cm x 10,5 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 90g/m², 4x4 cores, Capa Flexível
Peso: 108 gramas
ISBN: 85-7402-562-3
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Livros e Revistas: CUIDE BEM DE SEU GATO


Livro ensina como tornar a vida de seu gato saudável e feliz
da Folha Online
20/03/2008

Entender os gatos nem sempre é tarefa fácil, e os humanos muitas vezes desenvolvem uma atitude curiosamente ambivalente em relação a eles, quase de amor e ódio. Esses animais não têm a mentalidade condicionada como a dos cachorros, pássaros e coelhos, mas retêm na memória a natureza sociável de ser membro de uma família extensa.

Divulgação

"Cuide Bem do seu Gato", série "Cuide Bem", da Publifolha
Os gatos não são traiçoeiros, ao contrário, são muito honestos em seus sentimentos e emoções, fazendo-nos lembrar dos verdadeiros valores da vida.

O livro "Cuide Bem do seu Gato", da série "Cuide Bem", da Publifolha, vai ajudar a encontrar o caminho adequado para travar uma relação gratificante com seu amigo felino.

O leitor vai saber como oferecer uma alimentação balanceada, encontrar o lugar certo para seu gatinho arranhar, o local ideal para ele dormir e conhecer brincadeiras e exercícios.

O título também traz algumas dicas de como evitar doenças e de vacinação preventiva, a hora certa de levar o animal ao veterinário e primeiros socorros.

Informações Adicionais:

Subtítulo: Um Guia com Centenas de Dicas e Idéias Para Garantir o Bem-Estar do Seu Animal de Estimação

Resenha: Cuide Bem do seu Gato' traz idéias e sugestões para deixar seu gato saudável e feliz. O livro traz dicas de como balancear a alimentação de seu animal, onde colocá-lo para dormir, o lugar certo para ele arranhar, brincadeiras, exercícios e muito mais.

Autor: Liz Palika
Editora: Publifolha
Edição: 1a. edição, 2000 / 1a. reimpressão, 2001
Idioma: Português
Número de páginas: 64 páginas
Formato: 12,5 cm x 17,7 cm (largura x altura)
Especificação: Couché fosco 115 g/m², 4x4 cores, Brochura
Peso: 96 gramas
ISBN: 85-7402-247-0
ISBN-13: 978-85-7402-247-5
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Livros e Revistas: SÃO PAULO PRA CÃES E GATOS


Resenha: Óculos de sol, panetone, festinhas de casamento, aulas de natação... Só mesmo uma cidade como a capital paulista poderia oferecer opções tão exóticas para cachorros e bichanos. O guia "São Paulo para Cães e Gatos", da Panda Books, reúne 116 endereços para o seu cachorro e seu gato. Descubra como lidar com um pet com problemas psicológicos, onde fazer um curso de gatoterapia, e até as casas que oferecem especialidades veterinárias e terapias alternativas que vão da ortodontia à acupuntura. Conheça também os melhores esportes para os animais gordinhos, os hotéis mais divertidos para as férias e tudo para deixar o seu melhor amigo mais saudável e feliz!

Autor: Ana Paula Corradini
Editora: Panda Books
Edição: 1a. edição, 2004
Idioma: Português
Número de páginas: 96 páginas
Formato: 11 cm x 17 cm (largura x altura)
Especificação: Offset 75g, 1 cor, Brochura
Peso: 82 gramas
ISBN: 85-8753-749-0
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Exercícios e Brincadeiras: O Seu gato precisa


Brincadeiras

Seu gato gosta de brincar com você. Se você ver que seu gato está pulando para o lado ou correndo pela casa, isto pode ser um sinal de que ele está querendo divertir-se. Eis alguns jogos que manterão você e seu gato entretidos.
• Correr atrás da bola ou barbante. Alguns gatos podem até apanhar os objetos e trazê-los até você.
• Jogo de esconde-esconde.
• Jato de luz em movimento utilizando uma pequena lanterna tipo lápis. Os gatos adoram correr atrás da luz pelo chão, pelos móveis e pelas paredes.
• Saco de papel. Coloque um saco de papel do armazém, vazio, sobre o chão e veja o que acontece.

Você pode dizer se seu gato gostando de um determinado jogo verificando suas pupilas. Se elas estiverem dilatadas, isto indica que seu gato está se divertindo prá valer!

Brinquedos
Em geral, os gatos preferem brinquedos feitos em casa àqueles comprados em lojas e caros. Bolas de papel, super-bolas, argolas de plástico de garrafas de leite, lápis, sacos de papel, meias, caixas de papelão manterão seu gato entretido horas a fio. Tenha cuidado com pequenos brinquedos que podem ser engolidos ou que podem sufocar e evite brinquedos com peças soltas ou potencialmente afiadas. Guarde os barbantes quando você não estiver em casa para evitar estrangulamento.



Exercícios
Mantenha seu gato mentalmente estimulado e ofereça-lhe muitas oportunidades para exercícios, e ele terá menos oportunidade para ser destrutivo em sua casa. Se seu gato ficar frustrado ou entediado, ele poderá mastigar suas plantas, arranhar seus móveis ou rasgar suas cortinas. Mudar o comportamento do seu gato é impossível, porém, exercícios freqüentes constituem uma das melhores soluções para os problemas de comportamento.

O poste arranhador é de importância crucial para a saúde do seu gato. Ele não apenas alivia seu desejo inato de arranhar, mas também é uma forma de exercício. Os gatos podem, literalmente, exaurir-se divertindo-se com seus brinquedos. Bons brinquedos o encorajarão a atividades de arranhar, perseguir e bater. Brinquedos que fazem movimentos repentinos atiçarão a curiosidade do seu gato.
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quarta-feira, 1 de abril de 2009

Estranho, porém verdade: gatos não sentem o sabor doce

por David Biello
Revista: Scientific American - Brasil
Seção: Notícia
Data: 24/09/2007

Existe uma razão para o desdém dos gatos pelo açúcar – e seu amor pela ração úmida em vez da seca



Açúcar, condimentos e outras coisas gostosas parecem não ser nada atraentes para os gatos. Nossos amigos felinos se interessam por apenas uma coisa: carne (e também, é claro, uma soneca revigorante para poder continuar caçando, ou uma preguiçosa sessão de carinho). Isso não acontece só porque dentro de cada gatinho malhado se esconde um assassino pronto para agarrar um passarinho ou torturar um camundongo, mas também porque os gatos não possuem a capacidade de sentirem o sabor doce – diferentemente de todos os outros mamíferos pesquisados até hoje.

A língua da maioria dos mamíferos é recoberta por grupos de papilas gustativas, sendo que cada grupo possui receptores para detectar sabores específicos. Cada papila possui proteínas em sua superfície que se ligam à substância em contato com ela, ativando os mecanismos internos da célula e enviando uma mensagem ao cérebro, que por sua vez decodifica o sabor. Humanos possuem cinco tipos de papilas gustativas (possivelmente seis): azedo, amargo, salgado, doce e umami (sabor que alguns aminoácidos como o glutamato e o aspartato produzem). Existe também a possibilidade de possuirmos um sexto receptor que identifica o sabor de gordura. O receptor de doce é, na verdade, é formado por duas proteínas emparelhadas, produzidas por dois genes diferentes, o Tas1r2 e o Tas1r3.

Quando funcionam normalmente, as duas proteínas emparelhadas identificam quando algo de sabor doce entra em contato com a língua, e a informação é rapidamente enviada para o cérebro. Isso porque o sabor doce é sinal de que um carboidrato rico em energia está chegando. Os carboidratos são importante fonte energética tanto para os herbívoros quanto onívoros, categoria na qual nos encaixamos. Mas os gatos são provenientes de uma linhagem nobre – a dos carnívoros – ou seja, se alimentam exclusivamente de carne.
Seja a dieta alimentar a causa ou efeito, todos os felinos, leões, tigres, ou um gato rajado comum são desprovidos de 247 pares de bases nitrogenadas que formam o DNA do gene Tas1r2. Como resultado, não se codifica propriamente uma proteína, nem um gene, apenas um pseudo gene, o que não permite que os gatos sintam o sabor doce. “Os felinos não sentem o sabor doce do mesmo modo que nós”, afirma Joe Brand, bioquímico e diretor associado do Monell Chemical Senses Center, na Filadélfia. “Por um lado podemos dizer que os gatos são sortudos: você já viu como eles têm dentes saudáveis?”.

Brand e seu colega Xia Li descobriram o “pseudo-gene”, após décadas de evidências seguidas como, por exemplo, o fato de que os gatos não mostrarem nenhuma preferência entre água açucarada e água pura – fato que não acontece com outros animais, que tem interesse pela água adoçada. É claro que existem histórias de gatos que tomam sorvete, que comem algodão doce e correm atrás de marshmallows. “Talvez alguns gatos possam usar seus receptores Tas1r3 para provar açúcar em alta concentração.” Diz Brand. “É um fato incomum, e ainda não temos certeza” conclui.

No entanto, os cientistas sabem que os felinos conseguem provar sabores que nós não conseguimos definir, como o da adenosina trifosfato (ATP), o composto que fornece energia a cada célula viva. “Esse é um sinal de que estão comendo carne” Brand explica. “Vários outros animais possuem diferentes tipos de receptores”, explica Li. Desde galinhas, que também não possuem o receptor para doce, ao bagre, que consegue detectar aminoácidos na água mesmo em concentrações nanomolares. “Seus receptores são mais sensíveis do que a concentração de fundo,” explica Brand, “O bagre que consegue localizar a comida em decomposição mais rapidamente é o que tem mais chances de sobreviver”.

Até agora os felinos são os únicos mamíferos que não tem o “gene do doce”; mesmo seus parentes próximos, também carnívoros, como as hienas e mangustos possuem a capacidade de detectar o sabor doce. Além disso, os felinos podem não ter outras funções relacionadas ao aproveitamento (e digestão) de açúcares, como a glucoquinase, uma enzima encontrada no fígado, fundamental no metabolismo dos carboidratos e responsável por evitar o excesso de glicose no organismo. Apesar disso, os maiores fabricantes de rações para gatos nos Estados Unidos usam milho e outros tipos de cereais em suas formulações. “Talvez esse seja o motivo dos gatos começarem a apresentar problema de diabetes” sugere Brand. “A ração para felinos contém 20% de carboidratos. Os gatos não estão acostumados, e por isso o organismo não sabe como tratar adequadamente essa fonte de nutrientes.” É muito provável que esses incríveis predadores suburbanos estejam se machucando por não sentirem o sabor daquilo que estão ingerindo. Mas isso não quer dizer que os apaixonados por gatos devam se preocupar se o gatinho resolver caçar uma sobremesa mal vigiada.
© Duetto Editorial. Todos os direitos reservados.
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Manual dos Gatos




* Faça do mundo o seu playground.
* Sempre que não der tempo de ir até a caixa sanitária, cubra com qualquer coisa! Meias resolvem satisfatoriamente.
* Quando estiver com fome mie bem alto! Eles o alimentarão apenas para fazê-lo ficar quieto.
* Sempre encontre algum raio de sol e cochile nele.
* Cochile sempre.
* Quando estiver encrencado, apenas ronrone e faça cara de "lindinho".
* A vida é muito difícil, então cochile.
* A curiosidade nunca matou nada, a não ser umas poucas horas.
* Quando na dúvida, finja saber o que está fazendo.
* O tempero da vida é variar. Um dia, ignore as pessoas, no outro as chateie.
* Suba na vida, é para isso que as cortinas servem.
* Deixe sua marca no mundo, ou ao menos borrife em cada canto.
* Seja sempre generoso, um passarinho ou camundongo deixado na cama diz a eles " eu me importo".
(Autoria Desconhecida)
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A Evolução dos Gatos (Parte IV)

por Stephen J. O`Brien e Warren E. Johnson
Revista: Scientific American - Brasil
Edição: 63 - Agosto/2007

RESOLVENDO O QUEBRA CABEÇA


Historicamente, os taxonomistas sempre tiveram dificuldade em classificar as famílias de felinos porque os registros fósseis são dispersos e é difícil distinguir, no fóssil, uma espécie da outra. Ao analisar o DNA de todas as 37 espécies vivas, os autores conseguiram distinguir oito linhagens na família de felídeos. O DNA foi obtido da coleta de amostras de sangue ou de tecido de cada uma das espécies. Não foi fácil obter todas elas, porque algumas espécies são raras e vivem em locais remotos. Os taxonomistas também analisaram sete espécies “fora do grupo”, parentes próximos dos gatos, da família Viverridae, do gato-almiscarado e do mangusto. Essas espécies forneceram a linha de referência para que as divergências encontradas entre os dados, na família Felidae, fossem estimadas.

Os cientistas analisaram o DNA dos cromossomos X e Y e das mitocôndrias (partes da célula que geram energia e são transmitidas através da linha materna). Eles se concentraram na seqüência de DNA de 30 genes diferentes, ao todo 22.789 letras de nucleotídeos para cada espécie de felino. Praticamente a metade dessas seqüências é variável ao longo das diferentes espécies. É nessas diferenças que os investigadores se baseiam para determinar o parentesco entre os grupos e em que época eles surgiram. Os genes acumulam mudanças ao longo do tempo. Se não forem prejudiciais, essas mudanças persistem. Assim, uma espécie que emerge primeiro tem mais tempo para seus genes sofrerem mudanças e apresentar maior variação em um certo gene. Então é possível afirmar com segurança que espécies cujos genes compartilham mudanças iguais estão mais próximas.

Como a análise do DNA permitiu que os pesquisadores esclarecessem os nós das ramificações ou “forquilhas” na árvore da família dos felídeos, eles se concentraram na análise dos fósseis, para estimar quando realmente aconteceram. A idade de dezenas de fósseis de felinos ancestrais foram determinadas por paleontólogos utilizando métodos de datação.

Certos fósseis de felinos considerados elos perdidos (ancestrais comuns mais recentes de grupos como o dos grandes felinos, linces ou jaguatiricas) forneceram 16 datas para pontos específicos de ramificação na árvore genealógica dos felídeos. Em seguida, programas matemáticos de computador baseados em um relógio molecular acumulativo contínuo transformaram os dados genéticos em estimativas do tempo transcorrido após cada nó de divergência. (A idéia do relógio molecular pressupõe que algumas mudanças evolutivas ocorreram a uma taxa regular. Por exemplo, mutações podem ser incorporadas ao DNA de genes a uma taxa constante ao longo de milhões de anos. Assim, diferenças no DNA podem estimar a data em que duas linhagens se separaram de um ancestral comum.)

A contribuição mais recente foi o seqüenciamento genético completo de um gato da Abissínia batizado Cinnamon (“Canela”). O seqüenciamento de Cinnamon, juntamente com o de outras 32 espécies de mamíferos (incluindo humanos, camundongos, cachorros, vacas, elefantes e representantes da maioria das ordens de mamíferos), forneceu um conjunto quase ilimitado de informação genética ao longo dos 100 milhões de anos de história mamíferos modernos. – Os editores

Multimídia
Veja aqui fascinante ramificação da árvore genealógica dos felinos.
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A Evolução dos Gatos (Parte III)

por Stephen J. O`Brien e Warren E. Johnson
Revista: Scientific American - Brasil
Edição: 63 - Agosto/2007



Onde os Felinos estão Hoje?


SHARON ANGLIN (O’BRIEN, JOHNSON); NORBERT RO SING E BEVERLY JO UBERT NATIONAL GEOGRAPHIC IMAGE COLLECTION; TOM BRAKEFIELD CORBIS; JOE MCDONALD; BEVERLY JO UBERT; TK OFOTO.COM; SA TEAM FOTO NATURA


EUROPA
Gato selvagem europeu
Lince ibérico

NORTE DA ÁSIA
Gato silvestre asiático
Lince eurasiano
Gato silvestre da China
Gato-de-pallas
Leopardo-das-neves

AMÉRICA DO NORTE
Lince vermelho
Lince canadense
Onça
Puma


ÁFRICA SUBSAARIANA
Gato-dourado africano
Leão africano
Gato silvestre africano
Gato-de-patas-negras
Caracal
Guepardo ou chita
Leopardo
Serval

ÁSIA TROPICAL
Gato-dourado asiático
Leão asiático
Gato-da-baía de Bornéu
Pantera-nebulosa de Bornéu
Pantera-nebulosa
Gato-pescador
Gato-de-cabeça-chata
Gato-da-selva
Leopardo
Gato leopardo
Gato-bravo-marmoreado
Gato-ferrugem
Gato-do-deserto
Tigre

AMÉRICA DO SUL
Gato-preto-dos-andes
Gato-do-mato-grande
Onça-pintada
Gato-mourisco
Gato-kodkod
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A Evolução dos Gatos (Parte II)


por Stephen J. O`Brien e Warren E. Johnson
Revista: Scientific American - Brasil
Edição: 63 - Agosto/2007

A JORNADA CONTINUA (continuação.../.)


Praticamente ao mesmo tempo que os guepardos trilharam seu caminho de volta da América para a Ásia, as linhagens precursoras do gato leopardo e do gato doméstico também atravessaram a ponte de terra de Bering para a Ásia. Como resultado, a linhagem do gato leopardo produziu o gato leopardo asiático e quatro pequenas espécies: gato leopardo indiano ou gato-ferrugem, encontrado na Índia, gato-de-pallas, na Mongólia, gato-de-cabeça-chata, na Indonésia, e gato-pescador, espalhado pela Ásia.

Ainda na Ásia, durante esse período, os grandes felinos rugidores da linhagem pantera se espalharam ainda mais. Tigres de 320 kg podiam ser encontrados na Índia, Indochina, sudeste asiático e China, e, no norte e oeste da Ásia central, os leopardos-das-neves se adaptaram às altitudes do Himalaia e de Altai (a leste da Sibéria). Os leopardos se espalharam pela Ásia e pela África, onde são encontrados atualmente. Os leões e as onças viajaram para a América do Norte durante o fim do Plioceno, entre 3 milhões e 4 milhões de anos atrás. Embora as extinções do Pleistoceno tenham eliminado ambas as espécies da América do Norte, as onças fugiram para a América do Sul e os leões encontaram na África um continente hospitaleiro. Lá, o rei dos animais hoje luta para sobreviver: sua população não ultrapassa os 30 mil indivíduos. Na Ásia, os leões estão praticamente extintos. Somente uma pequena população remanescente de cerca de 200 leões asiáticos, totalmente nativa, sobrevive no Santuário da Floresta de Gir, na província de Gujarat, a oeste da Índia.

Nossas análises genéticas também revelaram fortes evidências de uma quase extinção dos tigres. Há cerca de 73 mil anos, erupções violentas do vulcão Toba, em Bornéu, aniquilaram várias espécies de mamíferos no leste da Ásia, incluindo uma população de tigres largamente disseminada. Um pequeno grupo de tigres sobreviveu e repovoou a região – a falta de diversidade genética entre seus descendentes modernos indica que o grupo de animais que sobreviveu para dar continuidade à linhagem era mesmo muito pequeno. Como os guepardos e os pumas na América do Norte, os tigres escaparam por um triz.

Na Nossa Sala de Visitas

O ato final na jornada dos felinos, da natureza para nossa casa, começou nas florestas e desertos próximos à bacia mediterrânea. Lá, um punhado de espécies pequenas (pesando menos de 10 kg) havia emergido gradativamente – o gato-da-selva do leste asiático, o gato-do-deserto do oriente médio, o gato-de-patas-negras da África e uma espécie onipresente de gato selvagem com quatro subespécies bem reconhecidas (européia, centro-asiática, do leste próximo e chinesa). Uma dessas subespécies deu origem a um dos mais bem-sucedidos experimentos da história – o da domesticação dos gatos. Um estudo de genética molecular sobre gatos domésticos e selvagens do mundo todo feito por Carlos Driscoll, da University of Oxford, veio esclarecer esse processo. Todos os gatos domésticos carregam uma assinatura genética compatível com a dos gatos selvagens de Israel e do leste próximo.

Agora podemos afirmar que o gato foi domesticado em diferentes ocasiões, todas entre 8 mil e 10 mil anos atrás, na região do Crescente Fértil (nordeste da África), à medida que populações humanas nômades começaram a se reunir em pequenos povoados em torno dos primeiros assentamentos agrícolas. Esses antigos fazendeiros cultivavam trigo e cevada. Os gatos selvagens da região, talvez atraídos pela grande quantidade de roedores, atraídos, por sua vez, pelos grãos cultivados, aparentemente “se ofereceram” como companheiros cautelosos, ganhando abrigo em troca da eliminação dos roedores. O número crescente de gatos selvagens já domesticados proliferou naturalmente e, desde então, seu destino se uniu definitivamente ao dos humanos.

Esses animais ainda empreenderam uma nova migração. Ela teve início primeiro a pé, depois passou para os vagões de trens e finalmente para os navios transoceânicos, espalhando os gatos domesticados pelo mundo. Cerca de 600 milhões de gatos domésticos vivem hoje no planeta – praticamente a única espécie de felino não considerada ameaçada ou em perigo de extinção pelas organizações de preservação. No século XIX, os donos de gatos tentaram fazer com que seus bichanos se acasalassem de forma seletiva, para produzir animais exóticos. A Associação Americana de Gatos Raros catalogou 41 raças oficiais de gatos, dos maine coon aos siameses, todos com raízes que remontam ao nascimento da civilização humana e felina na região do Crescente Fértil.

A história evolutiva decorrente de nossos estudos sobre as famílias de felinos serve como prenúncio para o campo ainda muito recente da “pré-história genética”. Como no caso dos felinos, os padrões de variação genética que cada espécie carrega contêm sinais de seus parentescos, migrações, dizimações e expansões por todo o planeta.

CONCEITOS-CHAVE
A história da família dos felinos é obscura porque os fósseis desses animais são esparsos e é difícil distingui-los. Mas avanços no estudo do DNA permitiram que a primeira árvore genealógica da família dos felídeos fosse construída de forma clara.

Evidências no DNA mostram que todos os felinos existentes carregam os mesmos traços de um predador semelhante à pantera que viveu no sudeste asiático há cerca de 10,8 milhões de anos. Os grandes felinos rugidores foram os primeiros a se ramificar, seguidos por outras sete linhagens.

Quando o nível dos oceanos variou, os felinos migraram para novos continentes, dando origem a novas espécies. Um pequeno gato selvagem foi domesticado no leste próximo entre 8 mil e 10 mil anos atrás.

Apesar de seu sucesso evolutivo, hoje quase todas as espécies de felinos selvagens estão ameaçadas. – Os editores.
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A Evolução dos Gatos (Parte I)



Pistas genéticas no DNA de felinos selvagens do mundo todo permitiram construir com mais clareza a árvore genealógica da família dos felídeos e revelaram vários processos migratórios.

por Stephen J. O`Brien e Warren E. Johnson
Revista: Scientific American - Brasil
Edição: Agosto/2007

Elegantes e enigmáticos, os felinos desafiam não somente aqueles que dividem seu sofá com espécies menores, mas também cientistas que tentam descobrir as origens e a história evolutiva de seus primos maiores. Onde o ramo moderno da família dos felinos se desenvolveu? Quando e por que saíram de seu habitat e migraram pelos continentes? Quantas espécies existem atualmente? Quais delas estão mais intimamente relacionadas?

De modo geral, os especialistas concordam que há 37 espécies na família Felidae. No entanto, nas dezenas de esquemas de classificação existentes, alguns pesquisadores dividem as espécies de felinos em apenas dois gêneros, enquanto outros consideram até 23. Quem pode culpá-los? Todas as espécies de felinos são muito semelhantes: todos parecem apenas gatos, de grande, médio ou pequeno porte. Distinguir o crânio de um leão do de um tigre pode ser um desafio mesmo para especialistas. Todas as pesquisas genéticas que nas últimas duas décadas tentaram dividir os felinos em agrupamentos bem definidos falharam.

Nos últimos anos, no entanto, a revolução no seqüenciamento genético de vários seres vivos, induzida pelo Projeto Genoma Humano e por poderosas tecnologias de estudo do DNA, deu origem a novas ferramentas de pesquisa extremamente valiosas. Atraídos por essas novas técnicas e com o auxílio de colegas de outras instituições conseguimos finalmente construir a primeira árvore da família Felidae mais claramente resolvida. Comparando as mesmas seqüências de DNA de 30 genes de cada espécie de felino existente pudemos determinar as ramificações da árvore. Em seguida, para chegar aos períodos em que cada ramo surgiu, usamos fósseis datados de modo confiável e a análise de “relógios moleculares” – que, com base no grau de diferenciação em um dado gene, permite estimar há quanto tempo as espécies se separaram umas das outras. Assim, foi possível visualizar pela primeira vez um panorama de como felinos de todos os tamanhos se relacionam uns com os outros e como e quando esses magníficos predadores colonizaram os cinco continentes.

Percebemos imediatamente que os estudos de DNA pareciam indicar 37 espécies distribuídas em oito grupos distintos, ou linhagens. Ficamos fascinados, e ainda mais motivados, quando verificamos que os oito grupos definidos exclusivamente por análise molecular estavam de acordo com observações baseadas em outros tipos de informação. Espécies de uma mesma linhagem, por exemplo, freqüentemente compartilham características morfológicas, biológicas e fisiológicas encontradas somente em seu próprio grupo.

Uma das linhagens reúne todos os grandes felinos que rugem como o leão, o tigre, o leopardo, a onça e o leopardo-das-neves. Em todos eles a estrutura óssea que dá apoio à língua, chamada hióide, encontra-se parcialmente calcificada, o que permite que esses felinos rujam. Também nesse grupo estão as panteras-nebulosas e as panteras-nebulosas de Bornéu, espécie pouco conhecida de felinos de porte médio com pelagem marmoreada. Por terem os ossos do pescoço estruturados de forma um pouco diferente, esses animais não conseguem rugir.

SKULLS UNLIMITED; MELISSA THOMAS (HIÓIDE)
"Há cerca de 600 milhões de gatos domésticos em todo o mundo. Fósseis de felinos são tão parecidos que é muito difícil, mesmo para os especialistas, distinguir o crânio de um leão do de um tigre"

Embora a comparação entre as seqüências genéticas tenha identificado as linhagens, a ordem de seu aparecimento e a época em que surgiram (com a ajuda de calibrações com fósseis), precisávamos de duas informações adicionais para descobrir onde os felinos surgiram pela primeira vez e como acabaram se espalhando pelo mundo. Primeiro, determinamos a distribuição atual de cada espécie e, por vestígios paleontológicos, a distribuição de seus ancestrais. Depois, valemo-nos da óptica dos geólogos, que interpretando a composição de depósitos sedimentares inferem a variação do nível dos oceanos, para enxergar melhor o mundo dos felinos. Quando os níveis eram mais baixos, pontes de terra ligavam os continentes, permitindo que os mamíferos migrassem para novos domínios. Quando as águas subiram novamente, esses animais ficaram isolados nos continentes mais uma vez. Estudos de vertebrados mostram que o isolamento em continentes ou ilhas proporciona exatamente aquilo que é necessário para a população se distanciar geneticamente de tal forma que dois grupos, mesmo com ancestrais comuns, não são mais capazes de se acasalar – afastamento reprodutivo que caracteriza a especiação. Com essas peças do quebra-cabeça, pudemos construir uma seqüência plausível das migrações dos felídeos ao longo da história.

Com base em registros fósseis apenas, muitos pesquisadores acreditavam que um felídeo chamado Pseudaelurus, que viveu na Europa entre 9 milhões e 20 milhões de anos atrás, era o último ancestral comum dos felinos modernos. Note-se que o Pseudaelurus não foi o primeiro felino. Sabe-se que grandes felinos dente-de-sabre, chamados nimravídeos, viveram em épocas mais remotas, há cerca de 35 milhões de anos, mas praticamente todos os seus descendentes estão extintos. Nossas pesquisas moleculares recentes, no entanto, sugerem que todos os felinos modernos descendem de apenas uma das várias espécies de Pseudaelurus que viveram na Ásia há cerca de 11 milhões de anos. Embora não saibamos ao certo a espécie exata a que esse gato pertenceu, acreditamos que foram desse grupo ancestral tanto o Adão quanto a Eva das 37 espécies de felídeos contemporâneas.
SKULLS UNLIMITED; MELISSA THOMAS (HIÓIDE)
"Leões, tigres, onças e leopardos são os únicos felinos que rugem. Um osso parcialmente calcificado na garganta, chamado hióide, permite que eles rujam"

Os primeiro grupo se ramificou há aproximadamente 10,8 milhões de anos, produzindo a linhagem pantera (ver tabela acima), que hoje abrange os grandes felinos rugidores e as duas espécies de panteras-nebulosas. Uma segunda divisão, cerca de 1,4 milhão de anos mais tarde, e também na Ásia, levou à linhagem do gato-da-baía, hoje formada por três pequenos felinos que evoluíram e ainda vivem no sudeste asiático. A separação seguinte formou a linhagem do caracal, hoje representada por três espécies de porte médio cujos progenitores cruzaram a África entre 8 milhões e 10 milhões de anos atrás, participando da primeira migração intercontinental (ver M1 no mapa superior da pág. 60). Nesse período, o nível dos oceanos desceu 60 metros abaixo do atual, descobrindo pontes de terra nas extremidades do mar Vermelho, ligando a África à península da Arábia e facilitando a migração desses animais para o continente africano.

Os felinos migraram porque seu comportamento exige que se espalhem a cada geração. Quando chegam à adolescência, machos – e eventualmente fêmeas – jovens são forçados a abandonar seu local de origem. Assim, ao longo do tempo, populações crescentes de felinos precisaram de territórios cada vez maiores. Esse comportamento, somado à necessidade de - seguir presas migratórias, provavelmente explica por que os felinos se deslocaram. Eles também são predadores extremamente habilidosos que sempre aproveitam as oportunidades de explorar novos espaços.

Quando alcançaram a África, os felinos asiáticos se espalharam por seu continente e atravessaram o estreito de Bering, chegando ao que é, hoje, o Alasca (M2). Quando felinos já rondavam pela Ásia, Europa, África e América do Norte, o nível dos oceanos voltou a subir, separando os continentes. Com o isolamento e as mudanças de habitats, novas espécies foram surgindo. Na América do Norte, as linhagens da jaguatirica e do lince se separaram dos migrantes originais entre 8 milhões e 7,2 milhões de anos atrás. A linhagem da jaguatirica acabou se dividindo em duas espécies e o outro grupo produziu quatro: três de linces e o lince vermelho. A linhagem do puma formou-se há 6,7 milhões de anos, dando origem ao puma (também chamado de leão-da-montanha ou onça-parda), ao gato-mourisco e ao guepardo americano. Fósseis dessas espécies em depósitos americanos confirmam sua origem no hemisfério ocidental.

Entre 2 milhões e 3 milhões de anos atrás, uma nova era do gelo fez com que os oceanos recuassem mais uma vez (também por causa da movimentação de massas de terra), o suficiente para ligar as Américas do Sul e do Norte através do istmo do Panamá. Alguns felinos migraram para o sul (M3), onde encontraram um continente sem carnívoros placentários (como ursos, cães, gatos, gambás etc.). A América do Sul permaneceu isolada das massas de terra do norte durante dezenas de milhões de anos e estava repleta de espécies de marsupiais, incluindo variedades bem-sucedidas de carnívoros. Mas quando os felinos atravessaram o Panamá, já tinham se tornado predadores temíveis. Os carnívoros marsupiais não foram páreo para eles. Praticamente todos eles foram rapidamente substituídos por carnívoros migrantes, como os felinos da linhagem das jaguatiricas, que se diversificaram ainda mais nesse novo lar, criando sete espécies que ainda sobrevivem na América do Sul.

Como a última era do gelo tinha terminado há cerca de 12 mil anos, as camadas de gelo que cobriam todo o Canadá e a parte norte dos Estados Unidos foram derretendo lentamente, transformando essas paisagens estéreis em florestas e prados verdejantes. Após o degelo, um cataclismo dizimou 40 espécies de mamíferos da América do Norte. As chamadas extinções do Pleistoceno eliminaram 75% dos animais de grande porte que lá viviam: mamutes, mastodontes, lobos pré-históricos, poderosos ursos-de-cara-achatada, preguiças-gigantes, leões americanos, felinos dente-de-sabre, pumas e guepardos. Todos teriam desaparecido da América do Norte depois desse período. Os guepardos escaparam da extinção porque vários milhões de anos antes, quando os oceanos ainda estavam baixos, alguns de seus ancestrais retornaram para a Ásia (ver M4 no mapa inferior da pág. 60) e depois para a África (M5). Os pumas escaparam da extinção em refúgios na América do Sul e voltaram a povoar a América do Norte muitas gerações depois. Outras espécies nunca retornaram.
(continua.../.)
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O que os Gatos fazem por Nós




Esquentam nosso colo e nos dão alguém para falar.
Ajudam a baixar a pressão.
Criam um elo entre você e as outras pessoas que têm gatos.
Transformam objetos comuns em brinquedos.
Nos faz mais atentas aos pássaros.
Funcionam como alarme.
Exibem acrobacias para você.
Contribuem para tornar sua vida mais longa.
Enfeitam o peitoril da janela.
Mantém os ratos longe.
Nos faz sorrir.
Inspira os poetas e escritores.
Nos ensina a ter os pés no chão.
Nos faz deixar nossos desejos em segundo plano em prol de alguém.
Aquecem nossas casas e nossos corações.
Nos lembram de como a vida é misteriosa.
Compartilham conosco o seu ronronar.
Nos instruem na arte de se espreguiçar.
Mostram-nos como levantar a poeira e dar a volta por cima.
Fazem com que até nosso sofá velho pareça bonito.
Abrem nossos corações.
(Autor Desconhecido)
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